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Mensagens indicam que dono do Banco Master chamava empresário Nelson Tanure de “comandante”

Mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam que ele se referia ao empresário baiano Nelson Tanure como “comandante” em conversas de WhatsApp interceptadas pela Polícia Federal.

Foto: Divulgação/Alerj/Arquivo
Foto: Divulgação/Alerj/Arquivo

O material foi encaminhado pela PF ao Congresso Nacional e obtido pela imprensa. Nas mensagens, também aparecem relatos de encontros envolvendo autoridades, como ministros do Supremo Tribunal Federal, além de lideranças do Senado, da Câmara dos Deputados e integrantes do governo federal.

Em uma das conversas, Tanure comenta que recebeu de Vorcaro um relógio de luxo da marca suíça Jaeger-LeCoultre. O modelo citado, Duomètre, pode ultrapassar valores de R$ 100 mil no mercado internacional, embora o empresário mencione ter recebido o acessório por cerca de R$ 28 mil. A versão mencionada nas mensagens já não estaria mais disponível para venda.

As conversas também tratam de possíveis investimentos no setor de telefonia e incluem mensagens de caráter pessoal, nas quais os dois empresários trocam declarações de “saudades”.

Procurado para comentar o caso, Tanure afirmou que nunca foi sócio, controlador ou beneficiário do Banco Master, seja direta ou indiretamente. Segundo ele, sua relação com a instituição sempre ocorreu dentro de parâmetros comerciais legítimos, como cliente e investidor, assim como ocorre com outras instituições financeiras.

O empresário foi alvo de mandado de busca e apreensão em janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero. A ação apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master por meio da utilização de fundos de investimento e resultou no bloqueio e sequestro de aproximadamente R$ 5,7 bilhões em bens de investigados.

No curso da investigação, a Polícia Federal apontou indícios de que Tanure poderia atuar como “sócio oculto” da instituição financeira, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas. Por esse motivo, investigadores defenderam o bloqueio de seu patrimônio.

A operação é considerada um dos episódios mais recentes de controvérsias envolvendo o empresário, cuja trajetória no mundo dos negócios vem sendo marcada por disputas desde a década de 1990. Nos últimos anos, Tanure esteve ligado a investimentos em empresas como a PRIO, a incorporadora Gafisa, a distribuidora de energia Light, a rede varejista Dia e a empresa de diagnósticos médicos Alliança Saúde.

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