Líderes da direita no Brasil celebram anúncio de prisão de Maduro e falam em “liberdade”
- Adilson Silva

- 7 de jan.
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Parlamentares e figuras ligadas à direita brasileira reagiram com entusiasmo neste sábado (3) à declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama teriam sido detidos e retirados do território venezuelano.

Nas redes sociais, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o governo venezuelano exerce papel central no Foro de São Paulo. Para ele, a captura de Maduro pode trazer consequências negativas a líderes de esquerda da região. “Com Maduro vivo e capturado, Lula, Petro e os demais integrantes do Foro terão dias difíceis. Viva a liberdade”, escreveu.
O senador Sergio Moro (União-PR) também comentou o episódio, classificando Maduro como um tirano e dizendo que sua queda seria positiva tanto para a Venezuela quanto para a comunidade internacional. Em tom semelhante, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou no X que ditadores latino-americanos, sejam chefes do Executivo ou membros do Judiciário, deveriam enfrentar destino semelhante.
Do lado venezuelano, o governo reagiu afirmando que o país foi alvo de uma “agressão militar” promovida pelos Estados Unidos. Segundo o regime, explosões atingiram Caracas e outras localidades durante a madrugada, o que levou à decretação de estado de emergência. As autoridades informaram ainda que ataques ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, motivando a mobilização das forças de defesa nacionais.
No Brasil, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) divulgou um vídeo em que elogia a ação anunciada por Trump e cobra uma manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em apoio à medida. Para ele, a prisão de Maduro seria um passo necessário para a libertação da Venezuela.
Já o deputado Mauricio Marcon (PL-RS), vice-líder da oposição na Câmara, declarou que o regime venezuelano teria chegado ao fim. Em sua avaliação, a queda do governo de Maduro representa a principal notícia do dia e simboliza o colapso de um projeto político de esquerda no país vizinho.







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