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Lula terá de intervir diretamente para garantir votos a Messias no Senado, dizem aliados

Lideranças de partidos que compõem a base do governo no Senado avaliam que a aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) dependerá da atuação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo interlocutores ouvidos pela Coluna do Estadão, sob condição de anonimato, não há disposição entre os aliados para fazer esforço pela indicação do atual advogado-geral da União.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

De acordo com essas lideranças, a missão de buscar apoio ficará praticamente restrita ao líder do governo na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA), considerado isolado na articulação. A resistência cresceu após Lula ter optado por Messias e não pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que era defendido por parte expressiva do Congresso para a vaga deixada no STF.

Relação desgastada com Alcolumbre agrava cenário

Além da falta de empenho dos aliados, Lula enfrenta um desgaste com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Pessoas próximas ao senador afirmam que a relação foi abalada justamente pela escolha de Messias, contrariando expectativas de que Pacheco seria o indicado.

Ainda que o governo não tenha encaminhado ao Senado a mensagem presidencial formalizando a indicação, aliados de Alcolumbre avaliam que a publicação do nome de Messias no Diário Oficial da União, no último dia 20, já dispara os prazos internos para a análise da indicação.

Mesmo contrariando o Planalto, Alcolumbre marcou para 10 de dezembro a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — prazo considerado apertado para um processo de articulação que ainda não avançou. Para integrantes do governo, o gesto do presidente do Senado evidencia sua intenção de acelerar o rito e, assim, favorecer a rejeição do nome.

Pressão política aumenta

Conforme relatado anteriormente pelo Estadão, Alcolumbre demonstrou forte insatisfação nos bastidores. Ele teria afirmado que atuará como um “novo Davi” após se sentir preterido pelo governo, comentando a aliados que pretende mostrar ao Planalto “o que significa não ter o presidente do Senado como parceiro”.

O mal-estar ficou evidente nesta quarta-feira (26), quando Alcolumbre não compareceu à cerimônia no Palácio do Planalto que oficializou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil — uma das principais bandeiras do governo para 2026. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também não participou do evento, após um recente atrito com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ).

Com o ambiente político tensionado e a base fragmentada, aliados avaliam que Lula terá de entrar pessoalmente nas negociações se quiser garantir votos suficientes para emplacar Messias no Supremo.

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