Lula fecha núcleo de campanha e planeja reforço após reclamar de aprovação estagnada
- Vitória Assis

- há 1 dia
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Candidato à reeleição, o presidente Lula (PT) tem demonstrado insatisfação com a estagnação nos índices de aprovação do governo, mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto. Segundo auxiliares, a expectativa era de melhora após o início da propaganda eleitoral, o que não aconteceu.

O cenário de eleitorado calcificado e vazamentos de estratégias discutidas em reuniões mais amplas levou Lula a enxugar o núcleo da campanha. Hoje o grupo central tem quatro nomes: os ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), o presidente do PT, Edinho Silva, e o amigo próximo Paulo Okamotto, este com participação mais esporádica. Outros integrantes da comunicação e ministros como José Guimarães (Relações Institucionais) só são chamados conforme a pauta. Nos planos do presidente está ainda um reforço. Um dos nomes cotados é o do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, que se licenciaria do cargo para se integrar à campanha. De acordo com o Datafolha mais recente, 42% dos eleitores avaliam o governo como ruim ou péssimo, 31% como ótimo ou bom e 25% como regular. Na corrida presidencial, Lula tem 38% no primeiro turno contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário. No segundo turno, o levantamento aponta empate técnico dentro da margem de erro: 46% a 44% para o petista.Com Sidônio e a possível chegada de Mercadante, chegou a ser cogitada a reedição do time vitorioso de 2022, mas dois nomes dificilmente voltam. Gleisi Hoffmann (PT-PR) enfrenta disputa dura pelo Senado no Paraná e não poderia viajar constantemente. Já Rui Falcão (PT-SP) encontra resistência de Edinho Silva, com quem disputou a presidência do PT em 2025.Além da aprovação travada, aliados citam atraso na distribuição de material e poucos comícios nos estados até aqui.Há também críticas internas a improvisos de Lula. Na convenção do PT, ele deixou de lado o discurso escrito e falou por 1h20 e passou o microfone para a primeira-dama Janja, que desde então tem discursado e até cantado em parceria com um pastor evangélico nos atos.Outro ponto questionado foi o lançamento da candidatura em São Bernardo do Campo. Apesar de o evento resgatar a trajetória sindical de Lula e a proposta do fim da escala 6x1 ser uma das principais bandeiras da campanha, com amplo apoio popular, o tema não foi defendido no discurso, feito novamente de improviso.









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