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Lula critica privatizações e defende papel da Petrobras diante da alta do petróleo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o papel estratégico da Petrobras no controle dos preços dos combustíveis e fez críticas à privatização da antiga BR Distribuidora, em meio à recente alta do petróleo no mercado internacional.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante visita à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), onde foram anunciados investimentos de R$ 9 bilhões, Lula afirmou que, apesar de a estatal ter participação privada, o controle deve atender aos interesses do país.

Segundo o presidente, o governo agiu rapidamente ao identificar impactos da crise internacional — agravada por tensões envolvendo o Irã — sobre os preços dos combustíveis no Brasil. Ainda assim, ele criticou o comportamento de setores privados, que, segundo disse, estariam elevando preços sem critérios claros.

Lula também apontou a venda da antiga BR Distribuidora, atualmente Vibra Energia, como um fator que dificulta a efetividade das políticas públicas voltadas à redução dos preços nas bombas.

De acordo com o presidente, a ausência de uma distribuidora sob controle estatal reduz a capacidade de garantir que as reduções definidas pela Petrobras cheguem ao consumidor final, permitindo que intermediários ampliem suas margens de lucro.

O governo federal adotou recentemente medidas emergenciais para conter a alta do diesel, incluindo a zeragem de tributos federais e a articulação com estados para redução do ICMS. A iniciativa busca amenizar os efeitos da disparada internacional do petróleo.

Em seu discurso, Lula também criticou o aumento expressivo do preço do gás de cozinha ao consumidor, afirmando que a diferença entre o valor de saída da Petrobras e o preço final evidencia distorções na cadeia de distribuição.

Além disso, o presidente sinalizou a possibilidade de a Petrobras voltar a adquirir ativos estratégicos vendidos em gestões anteriores. Entre eles, citou a Refinaria de Mataripe, na Bahia, antiga RLAM, atualmente sob controle da Acelen.

Segundo Lula, a recompra da unidade pode ocorrer no futuro, como parte de uma estratégia de fortalecimento da estatal no setor de refino e distribuição de combustíveis.

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