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Jaques Wagner fala em “traição” após rejeição de Jorge Messias no Senado

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que houve “traição” na votação que resultou na rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

A declaração foi dada durante entrevista à GloboNews, quando o senador classificou a sessão como uma “triste tarde” para o Senado Federal.

Segundo Wagner, a expectativa do governo era de aprovação da indicação com pelo menos 41 votos favoráveis, número mínimo necessário para confirmar a nomeação ao STF. O parlamentar afirmou, porém, que foi surpreendido pela avaliação apresentada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pouco antes da votação.

De acordo com o senador baiano, Alcolumbre teria antecipado que o governo seria derrotado por ampla margem, cenário que acabou se confirmando no plenário.

Após o resultado, Wagner disse ter ido ao Palácio do Planalto para conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, Jorge Messias também participou do encontro ao lado da esposa e do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

Durante a entrevista, o líder governista afirmou que o voto secreto favorece episódios de infidelidade política e declarou não saber se a traição atingiu o governo ou diretamente sua articulação política.

Apesar das críticas, Wagner afirmou que não pretende responsabilizar parlamentares individualmente, alegando que o caráter sigiloso da votação impede identificar com precisão os votos contrários.

Na avaliação do senador, a derrota de Jorge Messias teve forte componente político e foi utilizada por adversários como antecipação da disputa eleitoral de 2026.

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