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Edson Fachin defende Judiciário distante de interesses políticos e “ambição desmedida”

O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (11) que o Poder Judiciário precisa se afastar de “cálculos políticos” e da “ambição desmedida”.

A declaração foi feita durante a abertura da primeira reunião preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ.

Segundo Fachin, é necessário “ressignificar” o papel da magistratura e reforçar a atuação do Judiciário dentro dos limites constitucionais e do campo jurídico.

O ministro afirmou que magistrados não devem atuar movidos por interesses políticos ou pessoais e destacou que o único cálculo legítimo do Judiciário deve ocorrer dentro da aplicação do direito e da busca pela Justiça.

Durante o discurso, Fachin também defendeu uma transformação institucional no sistema de Justiça e afirmou que críticas e ataques direcionados ao Judiciário precisam ser enfrentados com respostas institucionais adequadas.

As declarações ocorrem em meio ao desgaste de imagem enfrentado pelo STF após questionamentos envolvendo a relação de ministros da Corte com o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao caso do Banco Master.

Nos bastidores, Fachin trabalha para aprovar um novo Código de Conduta voltado aos integrantes do Judiciário. A proposta prevê regras éticas e diretrizes de comportamento para ministros do STF e de tribunais superiores.

O texto está sendo elaborado pela ministra Cármen Lúcia e enfrenta resistência dentro da própria Corte. A expectativa de Fachin é concluir a aprovação da medida até o fim de sua gestão na presidência do STF, prevista para setembro do próximo ano.

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