Incêndios florestais na França e Espanha já desalojam mais de 300 mil pessoas
Os incêndios florestais que atingem diferentes regiões da França e da Espanha continuam avançando e já obrigaram mais de 300 mil pessoas a deixarem suas residências. As autoridades dos dois países ampliaram as ordens de evacuação diante da intensidade das chamas e das condições climáticas desfavoráveis.

Na França, a região de Gironde, no entorno de Bordeaux, concentra uma das situações mais críticas. Cerca de 55 mil moradores precisaram abandonar suas casas nos últimos dias, elevando para mais de 220 mil o total de deslocados no país. Até o momento, aproximadamente 98 mil hectares foram destruídos pelo fogo, número considerado histórico pelas autoridades francesas.
O combate aos incêndios também tem provocado vítimas entre as equipes de emergência. Pelo menos 68 bombeiros ficaram feridos durante as operações. Além disso, cerca de 140 construções foram atingidas pelas chamas na região de Gironde.
Para reforçar os trabalhos, o governo francês mobilizou as Forças Armadas. Um avião militar A400M, adaptado para o lançamento de água e retardante de incêndio, passou a atuar ao lado de outras 18 aeronaves e helicópteros empregados nas operações.
Na Espanha, os incêndios consumiram cerca de 25 mil hectares e causaram a primeira morte relacionada às queimadas nesta semana. A vítima foi um idoso que morreu dentro do próprio carro durante um incêndio nos arredores de Valência.
Segundo a emissora pública RTVE, mais de 100 mil pessoas já deixaram suas casas no país. Diante do agravamento da situação, o governo espanhol decretou, pela primeira vez na história, estado de emergência nacional em razão de incêndios florestais.
Nos arredores de Madri, dois grandes focos de incêndio se uniram, formando um megaincêndio próximo à capital. Para conter o avanço das chamas, cerca de 2.600 bombeiros, policiais e agentes de emergência atuam na região com o apoio de 19 aeronaves e helicópteros.
A Espanha também recebeu reforço internacional no combate ao fogo. Aeronaves enviadas por Itália, Grécia, Holanda e Portugal já participam das operações, enquanto países como Croácia, República Tcheca, Suécia, Eslováquia, Alemanha e Suíça prestam apoio às ações de enfrentamento.
Especialistas apontam que a combinação entre a seca prolongada e as sucessivas ondas de calor tem favorecido a propagação dos incêndios, cenário frequentemente associado aos impactos das mudanças climáticas. A previsão de temperaturas superiores a 40°C nos próximos dias e a ausência de chuvas nas áreas mais afetadas aumentam a preocupação das autoridades quanto à evolução da crise.









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