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Inclusão social como estratégia de prevenção da violência, por Adolpho Loyola

A gestão do governador Jerônimo Rodrigues vem consolidando um modelo próprio de segurança pública na Bahia, baseado na integração entre ações de enfrentamento ao crime e políticas sociais. A proposta não substitui o papel das forças policiais, mas amplia sua atuação ao atacar também as raízes da violência.

Essa abordagem ganhou forma em 2023 com a criação do programa Bahia pela Paz, que substituiu o antigo Pacto pela Vida. A nova política ampliou o foco, incorporando iniciativas de prevenção social, promoção de direitos humanos e combate às desigualdades, incluindo o enfrentamento ao racismo.

Inserido no Plano Plurianual (PPA) 2024–2027 como programa estratégico do Executivo, o Bahia pela Paz adota uma lógica preventiva: o Estado busca chegar antes da violência, oferecendo oportunidades em áreas como educação, cultura, esporte, qualificação profissional e saúde, especialmente para jovens entre 12 e 29 anos em situação de vulnerabilidade.

Um dos principais instrumentos dessa política são os Coletivos Bahia pela Paz, instalados em regiões com altos índices de violência e baixos indicadores sociais. Esses espaços funcionam como pontos de conexão entre o poder público e as comunidades, promovendo acesso a serviços e ampliando perspectivas para a população local.

A meta do governo é implantar 24 unidades até o fim da gestão. As primeiras já estão em funcionamento nos bairros de Águas Claras, em Salvador, e Mangabeira, em Feira de Santana, com expansão prevista para outras regiões.

Outro destaque é o programa Corra pro Abraço, criado em 2013 e institucionalizado em 2016, que atua junto a pessoas em situação de rua, usuários de substâncias psicoativas e jovens em contextos de alta vulnerabilidade. A iniciativa oferece acolhimento e assistência por meio de equipes multidisciplinares, promovendo a reintegração social e o acesso a direitos básicos.

Na atual gestão, o programa passou por significativa ampliação, com investimento de R$ 54 milhões e expansão para diversos municípios baianos. Reconhecido nacionalmente, já soma milhares de atendimentos desde 2023 e conta com o Centro de Referência Maria Lúcia, na capital, como espaço permanente de apoio a populações vulneráveis.

Também fazem parte dessa estratégia os Pontos de Cuidado, coordenados pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. Presentes em 20 municípios, esses espaços atuam em parceria com organizações da sociedade civil, com foco na redução de danos e no atendimento a públicos específicos, como mulheres vítimas de violência, população negra, comunidades tradicionais, pessoas LGBTQIAPN+ e indivíduos em situação de rua.

Na área de infraestrutura social, o governo investiu na requalificação dos Centros Sociais Urbanos (CSUs), que hoje somam 23 unidades no estado. Com recursos de R$ 44 milhões, esses equipamentos passaram a oferecer atividades esportivas, culturais, capacitação profissional e inclusão digital, além de serviços voltados ao atendimento de mulheres, como as salas Elas à Frente.

O conjunto dessas ações reflete uma visão integrada de segurança pública, que combina repressão qualificada com políticas sociais estruturantes. A proposta é clara: além de combater o crime, é fundamental reduzir desigualdades e criar oportunidades.

A experiência mostra que não existe solução única para a violência. No entanto, iniciativas articuladas podem formar uma rede de proteção capaz de atuar de forma preventiva, acolhedora e transformadora. É nessa direção que o governo estadual tem direcionado seus esforços, apostando em uma segurança pública que começa pela cidadania.

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