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Haddad diz que não mudaria decisões à frente do Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não faria mudanças em sua atuação à frente da pasta desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2023. A declaração foi feita nesta sexta-feira (13), durante entrevista em que também confirmou que pretende disputar as eleições deste ano.

Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Segundo Haddad, sua saída do comando do Ministério da Fazenda do Brasil deve ser oficializada na próxima semana. Em entrevista ao programa 20 Minutos, do portal Opera Mundi, o ministro avaliou sua gestão e rebateu críticas feitas por adversários, que o classificaram como “taxador”.

De acordo com ele, as medidas adotadas tiveram como objetivo corrigir distorções no sistema tributário. Haddad afirmou que o governo buscou cobrar impostos de setores que antes tinham benefícios ou eram pouco tributados, citando como exemplo fundos offshore, dividendos e empresas de apostas.

“Na minha avaliação, não faria nada diferente do que foi feito”, declarou.

Mudança no comando da pasta

Com a saída de Haddad, a expectativa é que o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, assuma o comando do ministério. O ministro afirmou que deixará a pasta “em boas mãos”, embora não tenha feito comentários mais detalhados sobre o sucessor.

Projeções para a economia

Durante a entrevista, Haddad também comentou as perspectivas econômicas para o país. Segundo ele, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano.

Para o desempenho anual, o ministro afirmou que um crescimento superior a 2% dependerá, principalmente, da política de juros definida pelo Banco Central do Brasil, cuja diretoria deve se reunir na próxima semana para discutir a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.

Haddad também avaliou que a alta internacional do petróleo, provocada pela Guerra no Irã, pode ter efeitos inflacionários, mas também gerar aumento de arrecadação para o governo brasileiro, já que o país é um grande produtor da commodity.

Medidas recentes do governo

Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória com ações para conter impactos no preço dos combustíveis. Entre as medidas estão a isenção de PIS e Cofins sobre o óleo diesel, a criação de subvenção para produtores e importadores e a instituição de um imposto sobre exportações de petróleo.

Haddad destacou ainda que a Reforma Tributária do Brasil, prevista para entrar em vigor no próximo ano, pode contribuir para impulsionar o crescimento econômico do país.

Possível disputa eleitoral

Apesar de confirmar que pretende concorrer nas eleições, Haddad não detalhou qual cargo pretende disputar. Um dos cenários considerados é a corrida pelo governo de São Paulo, onde poderia enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas.

Segundo o ministro, inicialmente ele pretendia se dedicar à elaboração do plano de governo para a candidatura à reeleição de Lula, mas mudanças no cenário político levaram à decisão de entrar na disputa eleitoral.

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