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Governo prioriza negociação com EUA e descarta, por enquanto, aplicar Lei da Reciprocidade

21 de jul.
2 min de leitura

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (21) que o governo federal não pretende, neste momento, recorrer à Lei da Reciprocidade em resposta às medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

A declaração foi feita durante reuniões com representantes de diversos segmentos da indústria nacional, entre eles os setores de máquinas, calçados, veículos e plásticos. No encontro, o ministro defendeu a continuidade das negociações diplomáticas, embora tenha reconhecido que um avanço nas conversas com o governo norte-americano seja considerado pouco provável no cenário atual.

Segundo Márcio Elias Rosa, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o diálogo como principal caminho para tentar solucionar o impasse comercial.

Governo busca evitar escalada da crise

Durante as reuniões, o ministro explicou que parte da avaliação do governo é de que uma resposta imediata por meio da Lei da Reciprocidade poderia ampliar as tensões entre os dois países.

A percepção compartilhada por integrantes do Executivo e representantes do setor produtivo é de que o governo dos Estados Unidos poderia interpretar medidas de retaliação como motivo para intensificar o conflito comercial.

Diante desse cenário, a estratégia adotada pelo governo brasileiro tem sido buscar alternativas de negociação antes de considerar medidas de reciprocidade previstas na legislação.

Diversificação de mercados entra na estratégia

Márcio Elias Rosa também afirmou aos empresários que acredita haver poucas chances de os Estados Unidos ampliarem a lista de produtos brasileiros isentos da tarifa adicional de 25%.

Apesar disso, o ministro destacou que a indústria nacional possui capacidade para ampliar sua atuação em outros mercados internacionais. Como parte dessa estratégia, informou que pretende realizar uma missão oficial à Índia para discutir novas oportunidades comerciais e consultou representantes da indústria sobre o interesse em fortalecer relações com o mercado asiático.

Empresários avaliam reunião de forma positiva

Representantes dos setores produtivos classificaram o encontro com o governo como positivo e demonstraram confiança na adoção de medidas para reduzir os impactos das restrições impostas pelos Estados Unidos.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que o setor saiu otimista após as discussões e destacou a expectativa pela implementação de iniciativas voltadas ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira, especialmente no âmbito do programa Brasil Soberano.

 
 
 

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