Gilmar Mendes diz não conhecer Alfredo Gaspar após deputado questionar imparcialidade
- Vitória Assis

- há 3 dias
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (7) que não conhece o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido para ser candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

A declaração ocorreu durante um evento em São Paulo para o lançamento da edição comemorativa de 30 anos do livro “Jurisdição Constitucional”, trabalho relacionado ao doutorado do ministro na Alemanha.
Gilmar é o relator de um procedimento que envolve um pedido de investigação encaminhado pela Polícia Federal e relacionado a uma suspeita de estupro de vulnerável. O deputado nega as acusações.
Na quinta-feira (6), Gaspar havia declarado que acreditava não contar com a simpatia do ministro, mas afirmou esperar que Gilmar conduzisse o caso de maneira imparcial.
Deputado nega acusação e apresenta teste de DNA
A denúncia veio a público durante a leitura do relatório final da CPI que investigou descontos indevidos em aposentadorias. Na ocasião, o deputado Lindbergh Faria (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) fizeram acusações públicas contra Gaspar.
Os parlamentares também apresentaram uma notícia-crime relacionada ao caso.
Gaspar contesta a versão apresentada pelos acusadores e afirma que a situação envolvendo uma adolescente de 13 anos teria relação, na realidade, com um primo. Ele também sustenta que a relação mencionada no caso teria sido consensual.
Antes mesmo de uma eventual determinação judicial, o deputado realizou um teste de DNA. Segundo ele, o resultado teria sido utilizado para demonstrar que não é o pai da criança mencionada na denúncia.
Depois de ser anunciado como vice de Flávio Bolsonaro, Gaspar solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao STF que o andamento do procedimento fosse acelerado, argumentando que as amostras para a realização do exame já haviam sido coletadas.
Gilmar explica estágio do procedimento
Questionado sobre o pedido de Gaspar para acelerar a produção de provas, Gilmar Mendes afirmou que o processo ainda está em uma etapa preliminar.
Segundo o ministro, a Polícia Federal encaminhou o caso à PGR, que precisa se manifestar antes de uma eventual continuidade das providências.
Gilmar explicou que, neste momento, o que está sob sua análise é um pedido de providências preliminares apresentado pela Procuradoria. A partir da conclusão dessa etapa, outras medidas poderão ser avaliadas.
Quando perguntado diretamente sobre Alfredo Gaspar, o ministro respondeu que não o conhece.
Caso começou após CPI do INSS
A Polícia Federal solicitou a abertura das investigações em abril. Na sequência, Gilmar Mendes pediu um posicionamento da PGR sobre o caso.
A Procuradoria solicitou que fossem realizadas novas apurações antes de decidir sobre a abertura formal da investigação. O ministro estabeleceu prazo de 15 dias para que Lindbergh Faria e Soraya Thronicke apresentassem informações adicionais relacionadas às acusações.
Além de integrar a disputa eleitoral como vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar ganhou projeção nacional como relator da CPI que investigou descontos indevidos em aposentadorias.
No relatório final da comissão, o deputado pediu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sessão destinada à leitura do documento foi marcada por momentos de tensão entre os parlamentares.








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