Galípolo diz que Banco Central vive “luto” após suspeitas e descarta solução individual no caso Master
- Adilson Silva

- há 21 horas
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O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (26) que a instituição enfrenta um momento de “luto” diante das suspeitas de irregularidades envolvendo servidores no caso do Banco Master.

Segundo ele, a situação gerou forte impacto interno entre os funcionários. As investigações apuram a conduta de ex-integrantes da área de supervisão do BC, suspeitos de favorecer interesses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens indevidas.
A Controladoria-Geral da União já instaurou processo administrativo disciplinar contra os envolvidos, o que pode resultar na expulsão do serviço público.
Galípolo destacou que o Banco Central agiu de forma rápida para apurar os fatos e reforçou que o órgão busca aprimorar seus mecanismos de controle interno para evitar novos episódios. Ele também defendeu a atuação da instituição na condução do caso, afirmando que as decisões foram tomadas com base técnica e responsabilidade.
Durante entrevista, o presidente do BC afirmou que não há espaço para protagonismos individuais na resolução da crise. “Não existe salvador da pátria”, disse, ao enfatizar que cada órgão deve cumprir seu papel institucional com rigor.
O episódio chegou a provocar tensão entre o Banco Central e o Tribunal de Contas da União, mas a situação foi amenizada após inspeção técnica, que não identificou irregularidades na atuação da autoridade monetária.
Galípolo também mencionou limitações estruturais do BC e defendeu o avanço de propostas no Congresso Nacional que ampliem a autonomia financeira e orçamentária da instituição.
Crise no BRB
O presidente do BC ainda comentou a situação do Banco de Brasília, que enfrenta dificuldades após operações relacionadas ao Banco Master. Segundo ele, a solução depende principalmente do acionista controlador, o Governo do Distrito Federal.
A instituição tem prazo para apresentar uma estratégia que cubra o rombo em seu balanço. Caso contrário, o Banco Central poderá adotar medidas mais rígidas. O governo local já foi autorizado a buscar alternativas, como operações de crédito e uso de ativos, para reequilibrar as contas do banco.







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