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Flávio Bolsonaro busca apoio de empresários da Faria Lima em movimento para fortalecer pré-candidatura ao Planalto

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou, nesta quinta-feira (11), de um almoço com empresários na sede do Banco UBS, em São Paulo, numa iniciativa para aproximar o mercado financeiro de sua pré-candidatura à Presidência da República e afastar o grupo da influência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O encontro, articulado pelo ex-secretário paulista Filipe Sabará, marca o início de uma série de reuniões que o senador deve realizar nos próximos dias com representantes do setor financeiro. Segundo o UBS, o evento integra a agenda regular do banco para clientes e não representa apoio institucional a qualquer projeto político.

A recepção contou com a presença da cúpula do UBS — o CEO Leopoldo Bassan, o co-CEO Marcello Chilov e Rafael Gross, da área de Wealth Management. Cerca de 40 empresários participaram do almoço, entre eles Flavio Rocha (Riachuelo), Richard Gerdau (Gerdau), Alexandre Ostrowiecki (Multilaser), Helio Seibel (Duratex) e Mario Araripe (Casa dos Ventos).

De acordo com Sabará, grande parte dos presentes buscava entender se a candidatura de Flávio está consolidada ou se ainda há possibilidade de recuo. O senador afirmou que seguirá firme na disputa, o que teria animado os empresários.

A pré-candidatura passou a ser vista com cautela após declarações do senador sugerirem que poderia desistir da corrida eleitoral — falas que ele revisou logo em seguida, afirmando que só abriria mão caso o ex-presidente Jair Bolsonaro estivesse “livre e nas urnas”.

Durante o almoço, Flávio respondeu a questionamentos sobre temas econômicos, como juros, inflação, carga tributária e responsabilidade fiscal. Ele disse que pretende manter a linha econômica adotada pelo ex-ministro Paulo Guedes e contou que tem recebido orientação de Gustavo Montezano e Adolfo Sachsida, ex-integrantes da equipe econômica do governo Bolsonaro.

A aproximação com a Faria Lima ocorre após a queda da Bolsa e a alta do dólar registradas no dia em que sua pré-candidatura foi tornada pública. A avaliação no mercado era de que uma candidatura considerada menos competitiva poderia favorecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que gerou reação negativa.

Flávio declarou que está dialogando com o setor financeiro para esclarecer “mal entendidos” e afirmou que o receio do mercado com um novo mandato de Lula é compreensível.

Nos próximos dias, Sabará deve organizar novos encontros com empresários de bancos e fundos de investimento.

Paralelamente, Flávio continua buscando apoio político. Nesta semana, recebeu em sua residência, em Brasília, os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, senador Ciro Nogueira, para discutir alianças. Marcos Pereira, do Republicanos, foi convidado, mas não compareceu. Apesar das conversas, partidos devem levar mais tempo para definir posição, especialmente porque o União Brasil já lançou a pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado.

Na terça-feira, o senador também reuniu dirigentes estaduais do PL e integrantes das bancadas federais para formalizar sua pré-candidatura, recebendo apoio unânime do partido.

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