Flávio Bolsonaro atribui tarifas dos EUA ao governo Lula e defende legado do Pix
- Adilson Silva

- há 10 horas
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O senador Flávio Bolsonaro voltou a criticar o governo federal nesta quarta-feira (3) ao responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas novas tarifas comerciais propostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Durante agenda em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o parlamentar afirmou que a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos teria contribuído para as medidas anunciadas pelo governo do presidente Donald Trump.
Segundo Flávio, uma relação mais próxima entre os dois países poderia ter evitado a inclusão do Brasil entre os alvos das novas investigações comerciais conduzidas pelas autoridades americanas.
Disputa política em torno do Pix
O senador também entrou na disputa política envolvendo a autoria do Pix, sistema de pagamentos instantâneos que se tornou tema de debate entre aliados do governo e da oposição.
Em publicação e durante compromissos públicos, Flávio exibiu um cartaz com a frase “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro”, em resposta a manifestações recentes do presidente Lula em defesa do sistema financeiro criado pelo Banco Central.
O Pix foi citado em relatórios do governo norte-americano que investigam supostas práticas comerciais consideradas desfavoráveis a empresas dos Estados Unidos. Autoridades americanas questionam o papel do Banco Central como regulador e operador do sistema de pagamentos.
Embora tenha sido lançado oficialmente em novembro de 2020, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o desenvolvimento da plataforma começou anos antes, ainda na gestão do presidente Michel Temer. O projeto foi conduzido por equipes técnicas do Banco Central e implementado na administração do então presidente da instituição, Roberto Campos Neto.
Pré-candidato comenta cenário eleitoral
Apontado como um dos nomes cotados pelo PL para a disputa presidencial de 2026, Flávio Bolsonaro também comentou seu desempenho em pesquisas eleitorais recentes.
O senador afirmou acreditar que parte do eleitorado busca um perfil político diferente do representado por seu pai, destacando que possui uma atuação mais voltada ao diálogo e à construção de consensos.
Ele ainda comentou a relação com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo. Após trocas de críticas nas últimas semanas, os dois participaram de um evento recente em que defenderam a união das forças de oposição com o objetivo de enfrentar o PT nas eleições de 2026.
Enquanto isso, o debate sobre as tarifas propostas pelos Estados Unidos e os impactos sobre a economia brasileira continua no centro das discussões políticas e diplomáticas entre Brasília e Washington.







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