Flávio Bolsonaro afirma nos EUA que novas tarifas favoreceriam Lula e defende suspensão da medida
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro declarou, durante audiência realizada nos Estados Unidos nesta terça-feira (7), que uma eventual elevação das tarifas sobre produtos brasileiros acabaria beneficiando politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, este seria o momento menos adequado para a adoção das medidas comerciais.

A audiência foi promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, que conduz uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras. O senador participou do encontro acompanhado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Durante sua manifestação, Flávio afirmou que esteve recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de integrantes do governo norte-americano, e disse ter solicitado que o país não aplicasse novas tarifas contra produtos brasileiros.
O parlamentar argumentou que a imposição das sobretaxas poderia fortalecer o governo brasileiro em vez de pressioná-lo. Apesar disso, reconheceu que, em documento encaminhado anteriormente ao USTR, havia sugerido o adiamento da medida para depois das eleições, sob o argumento de evitar interferências no processo eleitoral. Após a audiência, afirmou que sua posição é pela suspensão definitiva da taxação.
Flávio também saiu em defesa do Pix, destacando que o sistema de pagamentos beneficia milhões de brasileiros e pode representar vantagens para empresas estrangeiras. Segundo ele, o mecanismo não deve ser tratado como um problema nas relações comerciais entre os dois países.
Ao comentar as críticas dos Estados Unidos sobre restrições à liberdade de expressão no Brasil, o senador atribuiu as decisões questionadas ao Poder Judiciário e ao Executivo brasileiro. Ele ainda afirmou que, caso Washington queira exercer pressão sobre o país, existem alternativas mais direcionadas do que a aplicação de tarifas sobre produtos nacionais.
Durante o pronunciamento, o pré-candidato também mencionou casos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master, além de defender uma mudança no cenário político brasileiro a partir das eleições deste ano.
A audiência integra a investigação aberta pelo USTR, que analisa temas como sistemas de pagamento, corrupção, desmatamento e atuação de grandes empresas de tecnologia. O órgão avalia a possibilidade de impor tarifas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro mantém a posição de que a medida prejudicaria a economia nacional e teria impacto negativo para diversos setores produtivos do país.









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