Filho de Lula utilizou jato de advogado que doou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio, apontam documentos
- Adilson Silva

- há 2 dias
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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, utilizou um jato particular pertencente a um advogado com atuação em diferentes capitais do país, conforme registros obtidos junto a órgãos oficiais.

O proprietário da aeronave é Otto Medeiros de Azevedo Jr., que já prestou serviços jurídicos ao empresário no passado. Ele atuou na defesa de Lulinha em um caso relacionado a acusações de sonegação fiscal no contexto da Operação Lava Jato — processo que posteriormente foi anulado pela Justiça.
Otto Medeiros também se destacou como um dos principais financiadores da campanha de Tarcísio de Freitas ao governo paulista, tendo contribuído com R$ 2 milhões. O mesmo valor foi doado por Fabiano Zettel, ligado ao setor financeiro.
De acordo com registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Fábio Luís acessou o hangar executivo do aeroporto de Brasília no dia 19 de fevereiro de 2025, no mesmo horário em que o advogado também chegou ao local.
Naquela noite, a aeronave decolou com destino ao aeroporto Catarina, localizado em São Roque, terminal voltado exclusivamente à operação de jatos executivos. Este foi o único voo identificado envolvendo o empresário nos documentos analisados.
Em nota, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Fábio Luís, afirmou que se tratou de um deslocamento pontual e de caráter privado. Segundo ele, não há intenção de comentar aspectos da vida pessoal do cliente, destacando que Lulinha não exerce função pública.
O empresário também é alvo de apuração da Polícia Federal em um inquérito que investiga possíveis ligações com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, suspeito de envolvimento em um esquema de descontos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas.
A defesa nega qualquer relação comercial entre os dois, afirmando que o contato teria se limitado a um convite para uma viagem a Portugal, com o objetivo de conhecer uma unidade de produção de canabidiol.
Sobre a investigação, os advogados sustentam que não há indícios financeiros que vinculem Fábio Luís ao caso e aguardam o arquivamento do processo.







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