Filho de Luiz Fux teve dados fiscais acessados irregularmente, aponta investigação
- Adilson Silva

- há 24 horas
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O advogado Rodrigo Fux, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, está entre as pessoas que tiveram informações fiscais sigilosas acessadas de forma considerada ilegal nos sistemas da Receita Federal do Brasil.

Segundo apuração revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o caso veio à tona após determinação do ministro Alexandre de Moraes para que a Receita realizasse um rastreamento interno em seus sistemas, com o objetivo de identificar possíveis vazamentos de dados envolvendo ministros da Corte e seus familiares.
Além de Rodrigo Fux, também teriam sido alvo de acessos indevidos a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e a enteada do ministro Gilmar Mendes. De acordo com informações obtidas por fontes com acesso à investigação, cerca de cem pessoas podem ter tido dados consultados irregularmente.
A apuração está sob sigilo e integra o chamado inquérito das fake news, instaurado em 2019 para investigar ataques e ameaças contra integrantes do Supremo.
Operação e medidas cautelares
Na última terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu mandados contra quatro servidores suspeitos de envolvimento nos acessos indevidos: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.
Por determinação judicial, os investigados foram afastados do exercício de função pública, proibidos de acessar dependências do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e da Receita Federal, além de terem seus passaportes retidos. Mansano também perdeu o cargo de chefia que ocupava, conforme publicação no Diário Oficial.
Divergência interna
Nos bastidores do STF, a decisão de determinar o rastreamento nos sistemas da Receita teria gerado desconforto entre alguns ministros. Segundo relatos, integrantes próximos ao presidente da Corte, Edson Fachin, avaliam que a medida deveria ter sido formalizada pela presidência do tribunal, e não individualmente por Moraes.
O Supremo não se manifestou oficialmente sobre as novas informações. A investigação segue sob sigilo.







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