Ex-ministro prevê apoio expressivo do União Brasil à reeleição de Lula
- Adilson Silva

- há 1 dia
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O deputado federal e ex-ministro do Turismo Celso Sabino afirmou que uma parcela significativa do União Brasil deverá apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

Sabino foi expulso da legenda no fim do ano passado após se recusar a deixar o cargo no governo federal, contrariando a orientação partidária de romper com o Planalto.
Segundo ele, os movimentos recentes da sigla confirmam o cenário que já previa. “Grande parte do União Brasil vai estar com Lula”, declarou, ao comentar as articulações políticas em curso.
Sabino também projetou um cenário favorável ao presidente nas urnas e disse acreditar tanto na reeleição de Lula quanto em sua própria vitória na disputa por uma vaga ao Senado pelo Pará.
Ruptura e reacomodação política
A saída de Sabino do ministério ocorreu posteriormente por decisão do próprio presidente, dentro de um rearranjo político que buscou ampliar o diálogo com integrantes do União Brasil. O episódio expôs divergências internas na legenda, que oficialmente defendia o afastamento do governo, mas manteve interlocução com o Palácio do Planalto.
Nos bastidores, lideranças do União Brasil e do PP — partidos que integram uma federação — têm mantido conversas com o governo. O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e o dirigente do PP, Ciro Nogueira, participam dessas articulações.
Sinais de aproximação
Outro indicativo de possível alinhamento é a negociação para que o senador Rodrigo Pacheco (MG) se filie ao União Brasil com vistas à disputa pelo governo de Minas Gerais, movimento que poderia contar com o apoio de Lula.
Para Sabino, a base partidária já demonstra inclinação favorável ao presidente. “Lula tem forte presença no centrão”, afirmou, avaliando que a maioria do grupo tende a caminhar ao lado do atual chefe do Executivo.
As declarações reforçam a percepção de que, apesar do discurso oficial de independência ou distanciamento, o União Brasil pode desempenhar papel estratégico na formação de alianças para 2026.







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