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Esteves defende atuação do BTG na venda de CDBs do Master e critica regras do FGC

O presidente do conselho de administração e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, afirmou nesta quarta-feira (11) que não identifica irregularidades na distribuição de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) do banco Master a investidores de varejo.

Foto: Divulgação/Arquivo
Foto: Divulgação/Arquivo

Durante evento promovido pela instituição, o banqueiro declarou que o BTG atuou dentro do seu papel como distribuidor. Segundo ele, a comercialização dos títulos foi reduzida gradualmente à medida que surgiram dúvidas sobre a situação da instituição financeira, até que a oferta fosse totalmente interrompida. Ele também afirmou que o banco orientou clientes a se manterem dentro dos limites de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O BTG, ao lado de XP e Nubank, é alvo de ação civil pública que questiona a venda dos papéis sob alegação de informações insuficientes sobre os riscos envolvidos. A liquidação extrajudicial do Master foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

Debate sobre regras do FGC

Para Esteves, o problema central estaria nas regras do próprio FGC, que permitem que bancos captem recursos majoritariamente por meio de CDBs distribuídos a pessoas físicas. Na avaliação do executivo, o modelo de financiamento adotado pelo Master foi possibilitado por essas normas.

Ele também demonstrou preocupação com possíveis impactos do episódio sobre o mercado de plataformas de investimento, que ganharam espaço nos últimos anos.

“Não se pode comprometer uma trajetória que trouxe benefícios ao mercado por causa de um caso isolado”, afirmou, acrescentando que eventuais excessos tendem a ser corrigidos pelo próprio mercado.

Relações internacionais e política

No mesmo evento, Esteves comentou a possibilidade de um acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, há espaço para avanços nas negociações, especialmente diante da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, prevista para março.

O banqueiro defendeu que o Brasil mantenha uma postura aberta no cenário internacional, preservando relações tanto com os Estados Unidos quanto com a China, e avaliou que o país não deve ser pressionado a restringir investimentos estrangeiros por alinhamentos geopolíticos.

No campo político interno, destacou a relevância dos partidos do chamado centrão, classificando o grupo como elemento de equilíbrio institucional ao longo dos últimos anos.

STF e outros temas

Questionado sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Esteves evitou críticas diretas e ressaltou a importância da estabilidade institucional no país. Ao comentar especulações envolvendo o celular de Daniel Vorcaro, relacionadas às investigações sobre o caso Master, afirmou estar tranquilo.

O executivo também fez referência à aplicação de sanções internacionais contra autoridades brasileiras, argumentando que medidas desse tipo não seriam adequadas quando direcionadas a ministros do STF.

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