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Dólar abre em queda com mercado atento a leilão do BC e PIB dos EUA

O dólar iniciou esta sexta-feira (20) em queda no mercado brasileiro, com investidores à espera da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e de dois leilões de linha que serão realizados pelo Banco Central do Brasil (BC).

Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Às 9h16, a moeda norte-americana recuava 0,34%, cotada a R$ 5,2107. Na véspera, havia fechado em baixa de 0,28%, a R$ 5,227.

O BC anunciou dois leilões de linha — venda de dólares com compromisso de recompra — que somam US$ 2 bilhões, previstos para as 10h30. A medida busca oferecer liquidez ao mercado e suavizar oscilações cambiais.

Bolsa sobe com Petrobras e petróleo

Na quinta-feira (19), a Bolsa brasileira avançou 1,35%, aos 188.534 pontos, puxada principalmente pelas ações da Petrobras, beneficiadas pela valorização do petróleo no mercado internacional.

O desempenho positivo também foi influenciado pela divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB.

Atividade econômica surpreende

Segundo dados divulgados pelo BC, a economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,5%, impulsionada pela agropecuária e pelo setor de serviços no quarto trimestre. Em dezembro, o IBC-Br registrou queda de 0,2% na comparação mensal, resultado melhor que a expectativa de retração de 0,5%.

O dado reforçou a percepção de desaceleração gradual da economia, mas ainda em expansão. A taxa básica de juros (Selic) está atualmente em 15%, e o mercado avalia a possibilidade de cortes mais moderados.

De acordo com o Boletim Focus, a expectativa é que a Selic encerre 2026 em 12,25%.

Carry trade sustenta fluxo

O diferencial elevado entre os juros brasileiros e os norte-americanos tem mantido a atratividade do chamado carry trade — estratégia na qual investidores captam recursos em países com juros baixos, como os EUA, e aplicam em mercados com taxas mais elevadas, como o Brasil.

Esse movimento favorece a entrada de capital estrangeiro e tende a sustentar o real frente ao dólar.

Tensões no Oriente Médio elevam petróleo

No cenário externo, as tensões entre Estados Unidos e Irã continuam no radar dos investidores. A mobilização militar americana na região elevou o risco geopolítico e pressionou os preços do petróleo.

O barril do Brent crude oil chegou a subir 2,36%, atingindo US$ 72,01 na máxima do dia. Já o West Texas Intermediate (WTI) avançou 2,65%, cotado a US$ 66,78.

Analistas apontam que cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Hormuz, rota estratégica cuja eventual instabilidade pode impactar a oferta global da commodity.

O comportamento do petróleo, além de refletir o risco geopolítico, também influencia moedas e mercados emergentes, funcionando como termômetro da aversão ao risco no cenário internacional.

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