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Desgaste político de Lula preocupa aliados às vésperas do período eleitoral

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm demonstrado preocupação com o que classificam como um desgaste natural da sua imagem após décadas de disputas eleitorais. Aos 80 anos, o petista busca manter uma agenda ativa e transmitir disposição, mas integrantes do governo reconhecem sinais de fadiga política acumulada ao longo do tempo.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Lula participa de eleições presidenciais desde 1989, o que, na avaliação de pessoas próximas, contribui para um certo cansaço por parte do eleitorado. Esse cenário já começa a aparecer em levantamentos de popularidade e intenção de voto, aumentando o desafio do governo em melhorar os índices de aprovação da atual gestão.

Diante disso, o Planalto tem intensificado a agenda de viagens pelo país, com foco em inaugurações e anúncios de obras. A estratégia é associar a imagem do presidente a entregas concretas. No entanto, há um prazo a ser observado: a legislação eleitoral limita esse tipo de evento até o início de julho, três meses antes das eleições.

Eleição deve funcionar como termômetro do governo

Nos bastidores, a avaliação é de que a disputa presidencial deste ano tende a assumir um caráter de plebiscito. Ou seja, os eleitores decidirão, na prática, se aprovam a continuidade do projeto político liderado por Lula.

Com esse cenário, auxiliares consideram que qualquer candidato competitivo pode largar com uma base significativa de votos, inclusive nomes fora do campo bolsonarista, impulsionados pelo desgaste do atual presidente.

Levantamento recente do Ipsos-Ipec aponta que 33% dos brasileiros avaliam o governo como positivo, enquanto 40% têm percepção negativa. Os números colocam Lula em uma posição mais delicada na reta final do mandato, abaixo do desempenho registrado por outros governantes que conseguiram se reeleger ou eleger sucessores.

Governo aposta em obras para recuperar popularidade

A tentativa de reverter esse cenário passa por agendas estratégicas em estados-chave. No Rio de Janeiro, por exemplo, o presidente tem marcado presença constante, inclusive ao lado do prefeito Eduardo Paes, que desponta como pré-candidato ao governo estadual.

Nas últimas semanas, Lula participou da entrega de moradias populares, inaugurou obras de infraestrutura e acompanhou anúncios de investimentos, incluindo projetos ligados ao setor industrial.

Já em Minas Gerais, considerado decisivo nas eleições por seu peso eleitoral, o presidente também intensificou compromissos. Entre as ações, estão visitas a unidades industriais, anúncios da Petrobras e entregas de equipamentos do programa educacional federal.

Propostas populares ainda enfrentam dificuldades

Apesar das movimentações, algumas das principais apostas do governo para ampliar o apoio popular ainda não avançaram como esperado. A proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, embora aprovada, ainda não terá impacto imediato.

Outras iniciativas enfrentam resistência no Congresso, como a mudança na escala de trabalho 6x1. Já ideias como a implantação de tarifa zero no transporte público ainda não saíram do papel e sequer começaram a tramitar.

Com esse cenário, o governo tenta equilibrar agenda política e entregas práticas para reduzir o desgaste e fortalecer a imagem do presidente diante de uma eleição que promete ser decisiva.

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