Damares deixa comando do Republicanos Mulher e mudança impacta articulações com Michelle Bolsonaro
- Adilson Silva

- há 2 dias
- 2 min de leitura
A senadora Damares Alves anunciou que deixará a coordenação do núcleo feminino do Republicanos a partir da próxima terça-feira (24). A decisão marca o fim de uma parceria política construída nos últimos anos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Para assumir a função, o partido escolheu Liziane Bayer, que passará a liderar o movimento Mulheres Republicanas. A transição será oficializada em um evento em Brasília, encerrando o ciclo iniciado por Damares em 2023.
Mudança amplia incertezas sobre Michelle no PL
A saída de Damares também aumentou as especulações sobre o futuro de Michelle à frente do Partido Liberal Mulher. Nos últimos meses, a ex-primeira-dama reduziu sua agenda pública e cancelou compromissos em diferentes estados.
O movimento ocorre em meio ao cenário envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja situação judicial e de saúde tem influenciado diretamente as decisões políticas do grupo.
Possível candidatura ao Senado entra no radar
Aliados avaliam que Michelle pode redirecionar seu foco político, inclusive com a possibilidade de disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Apesar disso, ela ainda evita confirmar publicamente qualquer candidatura.
Mesmo com menor exposição, pessoas próximas indicam que Michelle continuará atuando nos bastidores, especialmente no apoio a candidaturas femininas alinhadas ao seu grupo político.
Parceria política e atuação conjunta
Ao longo dos últimos anos, Damares e Michelle construíram uma relação próxima, promovendo eventos e ações voltadas à ampliação da participação de mulheres conservadoras na política.
Durante o período eleitoral de 2022, as duas percorreram diferentes regiões do país em apoio à candidatura de Jair Bolsonaro, fortalecendo a presença feminina dentro do campo conservador.
Foco no mandato e novas funções
Damares comunicou à direção do partido que pretende concentrar esforços no exercício do mandato no Senado. Atualmente, ela preside a Comissão de Direitos Humanos e também integra a comissão parlamentar que investiga questões relacionadas ao INSS.
A mudança ocorre em um momento de reorganização política dentro das siglas, especialmente com a aproximação do calendário eleitoral, que deve intensificar disputas internas e redefinir alianças.







Comentários