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Dados enviados à CPI apontam movimentação de quase R$ 20 milhões por Lulinha em quatro anos

Informações bancárias encaminhadas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS indicam que o empresário Fábio Luís Lula da Silva movimentou cerca de R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.

Foto: Reprodução/Arquiv
Foto: Reprodução/Arquiv

Os dados, divulgados inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmados pela imprensa, mostram que houve aproximadamente R$ 9,77 milhões em créditos e R$ 9,75 milhões em débitos em uma conta mantida por Lulinha no Banco do Brasil no período analisado.

Entre as movimentações identificadas estão transferências feitas por seu pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo as informações, o total transferido foi de R$ 721 mil. A maior parcela, de R$ 384 mil, ocorreu em julho de 2022, enquanto outras duas transferências foram realizadas em dezembro de 2023.

De acordo com os registros, parte relevante das entradas financeiras está ligada às empresas de Lulinha, como a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia. As movimentações associadas a essas empresas somam cerca de R$ 2,3 milhões e R$ 772 mil, respectivamente.

Os dados também apontam pagamentos ao empresário Jonas Suassuna Filho, que teria recebido aproximadamente R$ 704 mil em parcelas mensais de R$ 10 mil.

Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que o vazamento de dados sigilosos configura crime e que a situação será comunicada às autoridades competentes. Os advogados também disseram que ainda não tiveram acesso integral aos documentos encaminhados à CPI, o que impediria uma análise detalhada das informações divulgadas.

Segundo a defesa, os recursos citados são provenientes de fontes legais, incluindo rendimentos empresariais, aplicações financeiras e valores relacionados a herança familiar. Sobre as transferências feitas pelo presidente ao filho, os advogados afirmaram que se tratam de adiantamento de herança, devolução de despesas realizadas no passado ou empréstimos relacionados à empresa L.I.L.S. Palestras.

Ainda de acordo com a nota, os pagamentos realizados a Jonas Suassuna estariam relacionados ao aluguel de um imóvel em São Paulo onde Lulinha residia. Já transferências ao empresário Kalil Bittar corresponderiam à compra de participações societárias na empresa G4.

A divulgação das informações ocorre no contexto das investigações da CPI que apura possíveis irregularidades envolvendo operações financeiras e contratos ligados ao Instituto Nacional do Seguro Social.

Na quarta-feira (4), o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino suspendeu de forma liminar a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger, apontada como próxima de Lulinha. Após a decisão, a defesa do empresário solicitou que o mesmo entendimento fosse aplicado também ao caso dele.

A direção da CPI reagiu à iniciativa e classificou o movimento como uma afronta ao Parlamento.


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