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Cármen Lúcia diz que presença feminina no TSE ainda levaria décadas para avançar

A ministra Cármen Lúcia afirmou nesta quinta-feira (7) que a participação feminina nos tribunais superiores brasileiros ainda está distante de alcançar equilíbrio. Segundo ela, mesmo que uma mulher fosse indicada agora para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, seriam necessários cerca de 18 anos para que essa ministra chegasse ao Tribunal Superior Eleitoral.

A declaração foi feita durante sessão plenária do STF, após homenagem do ministro Dias Toffoli pelo encerramento de sua gestão na presidência do TSE. A magistrada realizou nesta quinta sua última sessão à frente da Corte Eleitoral.

Na próxima semana, a presidência do TSE será assumida pelo ministro Kassio Nunes Marques.

Durante o discurso, Cármen Lúcia destacou que o cenário evidencia a dificuldade de alcançar maior representatividade feminina nos espaços de poder do Judiciário brasileiro.

O STF permanece com uma cadeira vaga desde outubro do ano passado, após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia indicado o então advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga, mas o nome acabou rejeitado pelo Senado Federal. Desde então, o governo ainda avalia um novo nome para a indicação.

Cármen Lúcia também explicou que decidiu deixar antecipadamente sua cadeira no TSE para permitir que a próxima composição da Corte tenha tempo de organizar as eleições gerais marcadas para outubro de 2026.

Ao comentar os desafios da Justiça Eleitoral, a ministra afirmou que o trabalho exige grande dedicação e ressaltou a importância do fortalecimento da democracia brasileira durante o próximo ciclo eleitoral.

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