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Coordenador da campanha de Lula critica posicionamento da Fiesp sobre tarifas dos EUA

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo, criticou duramente o posicionamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

As declarações foram feitas após a entidade divulgar uma nota em que atribui ao governo federal a responsabilidade pelo agravamento das relações comerciais com os norte-americanos.

Na avaliação de Carvalho, a manifestação da Fiesp representa um posicionamento inadequado diante do atual cenário econômico.

Segundo ele, a nota é "vergonhosa e estarrecedora" e não representa os interesses do setor produtivo brasileiro, que, segundo afirmou, seria um dos principais prejudicados pelas medidas adotadas pelos Estados Unidos.

O coordenador também criticou o que classificou como uso político da entidade empresarial em um momento de tensão comercial. Para ele, o contexto exige diálogo e união entre os diferentes setores do país.

As declarações seguem a mesma linha adotada pelo governo federal, que sustenta que a decisão do governo norte-americano foi influenciada por integrantes da oposição. Em nota divulgada após o anúncio das tarifas, o Palácio do Planalto afirmou que a medida teria contado com a atuação de aliados da família Bolsonaro, acusando o grupo de agir por interesses eleitorais.

Carvalho também afirmou que o presidente Lula seria a principal liderança política capaz de conduzir as negociações para preservar a soberania nacional e minimizar os impactos sobre a indústria brasileira.

Nota da Fiesp

Na manifestação divulgada nesta quinta-feira (16), a Fiesp lamentou a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras.

O presidente da entidade, Paulo Skaf, afirmou que a medida poderia ter sido evitada caso as negociações entre os dois países tivessem sido conduzidas de forma mais técnica e pragmática.

Segundo a federação, o novo aumento tarifário reduz a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano, especialmente em segmentos de maior valor agregado.

A entidade também destacou que a indústria nacional já enfrenta desafios como elevada carga tributária, juros elevados e custos de produção, fatores que, na avaliação da Fiesp, tornam o impacto das novas tarifas ainda mais significativo.

As declarações ampliam o debate político em torno das medidas anunciadas pelos Estados Unidos, tema que vem mobilizando representantes do governo, da oposição e do setor produtivo brasileiro.

 
 
 

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