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Consumidores enfrentam dificuldades no Desenrola enquanto governo define uso do FGTS

Clientes que tentam renegociar dívidas pelo programa Desenrola Brasil relatam instabilidade nos aplicativos bancários, lentidão no atendimento e falta de informações claras nas agências. O cenário ocorre poucos dias após o lançamento da nova etapa do programa federal de renegociação de débitos.

A reportagem visitou unidades da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander Brasil em São Paulo e constatou que o uso do FGTS para pagamento das dívidas ainda não foi liberado.

Segundo o Ministério do Trabalho, as regras para permitir a utilização de até 20% do saldo do FGTS seguem em discussão dentro do governo federal. A regulamentação ainda não foi concluída.

Funcionários das instituições financeiras também informaram que, neste momento, a maior parte das renegociações disponíveis ocorre apenas para pagamento à vista. As modalidades de parcelamento continuam restritas e dependem da regulamentação do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

O Desenrola Brasil começou oficialmente na última segunda-feira (4), mas os grandes bancos aderiram de forma gradual ao longo da semana. Algumas instituições iniciaram as operações apenas com pré-cadastro de interessados.

Na Caixa Econômica Federal, clientes podem negociar débitos à vista enquanto aguardam a liberação do parcelamento. Já o Banco do Brasil registrou reclamações sobre falhas em canais digitais e mensagens de erro no atendimento via WhatsApp.

O Bradesco direciona os consumidores para sua plataforma própria de renegociação, enquanto o Itaú informou que o acesso ao FGTS ainda depende de regulamentação federal.

O Santander Brasil anunciou adesão ao programa apenas nesta quinta-feira (7). Pela manhã, funcionários ainda relatavam falta de orientações internas sobre o funcionamento do sistema.

Além das dificuldades técnicas, consumidores também afirmam não conseguir renegociar contratos do Fundo de Financiamento Estudantil. Segundo os bancos, o processo depende de novas definições do comitê gestor do programa.

O governo federal aposta no Desenrola como uma das principais medidas para estimular o consumo e reduzir a inadimplência no país, mas o início da operação ainda enfrenta ajustes técnicos e operacionais nas instituições financeiras.

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