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Condenação de Bolsonaro abre espaço para Tarcísio em 2026 e desperta receio de ingerência dos EUA

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou Jair Bolsonaro (PL) está sendo interpretada dentro do governo como um fator que fortalece a possibilidade de candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.


Foto: Pablo Jacob/Arquivo/GOVSP
Foto: Pablo Jacob/Arquivo/GOVSP

Integrantes do Planalto e aliados próximos a Lula avaliam que Tarcísio ganhou projeção nacional a partir de suas movimentações recentes em defesa da anistia a envolvidos na tentativa de golpe, além de críticas públicas ao Supremo. Esses gestos teriam consolidado sua imagem como herdeiro político do bolsonarismo, atraindo o apoio do centrão e aproximando ainda mais seu nome de uma candidatura ao Planalto.

Segundo interlocutores do presidente, Lula já admite que Tarcísio será o principal adversário no próximo pleito. O petista tem chamado atenção para a guinada do governador paulista, que nos primeiros anos buscava diálogo com Brasília, mas agora adota discurso de confronto, se afastando de atos conjuntos com o governo federal.

Diante desse quadro, a cúpula do PT decidiu endurecer sua estratégia em São Paulo, produzindo peças publicitárias específicas para criticar a gestão de Tarcísio. No restante do país, a propaganda partidária segue centrada na valorização das ações do governo Lula.

Outro ponto que preocupa assessores presidenciais é o impacto internacional da condenação de Bolsonaro. Há o temor de que, com Donald Trump de volta ao poder nos Estados Unidos, Washington intensifique a pressão sobre o Brasil, inclusive com sanções e barreiras comerciais. No Palácio do Planalto, aliados de Lula avaliam que Trump pode tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro em 2026 para fortalecer Tarcísio como aliado.

Esse risco, segundo governistas, reforça a necessidade de ampliar laços internacionais e buscar novos parceiros comerciais, além de blindar debates internos, como o de regulação das big techs, tema que enfrenta resistência direta da gestão republicana norte-americana.

Ao mesmo tempo, dirigentes petistas reconhecem que a condenação de Bolsonaro tende a aumentar a pressão no Congresso pela aprovação da anistia. A orientação do governo é evitar que a pauta avance, já que, na avaliação de parlamentares governistas, haveria votos suficientes para sua aprovação caso o tema chegue ao plenário.

Apesar das preocupações, aliados de Lula afirmam que o resultado do julgamento no STF representa uma vitória histórica, por demonstrar que as tentativas de ruptura institucional foram julgadas e punidas.

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