Ciro Nogueira diz que prioridade do PP é vencer eleição, não indicar vice
- Adilson Silva

- há 24 horas
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O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que a principal meta do partido na disputa presidencial é sair vitorioso nas urnas, e não necessariamente ocupar a vaga de vice na chapa.

A declaração ocorre após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mencionar o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como possível companheira de chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que lançou pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Segundo Ciro, a definição sobre vice não deve ser o foco central neste momento. “Mais importante do que indicar vice é ganhar a eleição”, afirmou, ressaltando que o partido avalia o cenário com cautela.
Apoio ainda indefinido
O dirigente do PP sinalizou que a legenda ainda não decidiu se apoiará Flávio Bolsonaro. De acordo com ele, o próprio pré-candidato deve levar algum tempo até bater o martelo sobre a composição da chapa.
Ciro, no entanto, elogiou o nome de Tereza Cristina, destacando sua experiência política. Para ele, a senadora reúne credenciais tanto para a vice quanto para voos mais altos.
Desde que oficializou sua intenção de disputar a Presidência, em dezembro, Flávio Bolsonaro tem buscado ampliar o diálogo com partidos do centro, entre eles o PP. Os dois senadores mantêm interlocução frequente no Congresso.
Discurso será determinante
Ciro já havia condicionado eventual apoio à postura adotada pelo pré-candidato. Na avaliação do presidente do PP, um discurso mais moderado e voltado à pacificação nacional poderia aproximar as siglas. Por outro lado, um posicionamento considerado radical afastaria a possibilidade de aliança.
Ao mesmo tempo, o dirigente também tem mantido canais de diálogo com o governo federal. Em dezembro, esteve reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), movimento visto nos bastidores como parte da estratégia de manter o partido com margem de negociação em diferentes frentes.
O posicionamento reforça o papel do PP como peça-chave no xadrez político para 2026, especialmente na articulação do chamado centro no Congresso.







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