Caiado critica Flávio Bolsonaro e afirma que pré-candidatura do senador está perdendo força
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que a pré-candidatura do parlamentar estaria perdendo apoio político.
Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (10), Caiado compartilhou uma reportagem sobre a decisão da federação formada por PP e União Brasil de não declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial.

Ao comentar o assunto, o governador escreveu que "o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora", em referência ao movimento da federação.
A decisão do bloco partidário prevê liberdade para que diretórios estaduais negociem alianças conforme as particularidades de cada estado. A orientação ganhou força após desgastes entre lideranças da federação e o senador do PL.
Entre os fatores apontados nos bastidores estão a insatisfação do presidente do PP, Ciro Nogueira, com a ausência de manifestações públicas de apoio de Flávio durante investigações envolvendo o Banco Master, além do desconforto de integrantes do União Brasil após a prisão de um aliado político no Rio de Janeiro.
Nos últimos dias, Caiado elevou o tom das críticas ao pré-candidato do PL. Também pelas redes sociais, afirmou que Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seriam "farinha do mesmo saco", alegando que ambos estariam priorizando interesses eleitorais em detrimento de temas considerados estratégicos para o país.
Em outra manifestação, o governador classificou a possível disputa entre Lula e Flávio como uma "eleição dos rejeitados", argumentando que o cenário representaria uma repetição da polarização política observada nos últimos anos.
Na quarta-feira (8), após participar do evento Agenda dos Presidenciáveis, Caiado declarou que um eventual voto em Flávio Bolsonaro poderia favorecer a reeleição de Lula, ao avaliar que a candidatura do senador enfrentaria dificuldades para ampliar seu eleitorado.
O governador também criticou o pedido feito por Flávio ao governo dos Estados Unidos para que a cobrança de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros fosse adiada para depois das eleições, classificando a iniciativa como inadequada diante do cenário econômico e diplomático.









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