Bolsonaro passa por novo procedimento médico para tratar crises de soluço
- Adilson Silva

- 7 de jan.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido neste sábado (27) a mais um procedimento médico com o objetivo de amenizar episódios recorrentes de soluço. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por meio de uma publicação nas redes sociais.

Segundo Michelle, Bolsonaro foi encaminhado ao centro cirúrgico para a realização de um bloqueio do nervo frênico, técnica utilizada para tentar interromper estímulos involuntários do diafragma. Ela pediu orações para que o procedimento tenha sucesso e traga alívio definitivo, destacando que o ex-presidente enfrenta crises diárias de soluço há cerca de nove meses.
Após a cirurgia de hérnia realizada na última quinta-feira (25), o médico Claudio Birolini, integrante da equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, explicou que o bloqueio do nervo frênico consiste em uma anestesia localizada e não é considerado uma cirurgia. De acordo com o especialista, trata-se de um procedimento relativamente seguro, embora não seja o tratamento convencional para soluços persistentes, devendo ser avaliada a relação entre riscos e benefícios.
Nas redes sociais, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, informou que o pai retornaria ao ambiente hospitalar para a realização do procedimento. Ele acrescentou que Jair Renan, o filho mais novo, aguardava no hospital DF Star, em Brasília, em busca de atualizações sobre o estado de saúde de Bolsonaro.
Jair Renan também se manifestou publicamente, afirmando que o pai foi levado com urgência para o procedimento e relatando que não pôde acompanhá-lo. Em sua publicação, demonstrou preocupação e criticou as restrições impostas, dizendo que, em vez da presença familiar, o ex-presidente estava acompanhado por agentes policiais.
De acordo com informações médicas, Bolsonaro sofre de crises de soluço crônico desde o período em que exercia mandato como deputado federal. Conforme relatado por Michelle, os episódios se intensificaram nos últimos nove meses, ocorrendo de forma diária.
O ex-presidente iniciou sessões de fisioterapia na sexta-feira (26), um dia após a cirurgia de hérnia. Segundo boletim médico recente, ele permanece em cuidados pós-operatórios, utilizando analgésicos e medicamentos preventivos contra trombose, condição caracterizada pela formação de coágulos nos vasos sanguíneos.
A previsão da equipe médica é que Bolsonaro permaneça internado por aproximadamente uma semana antes de retornar à carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde cumpre pena relacionada à tentativa de golpe de Estado. A realização da cirurgia de hérnia precisou de autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, em razão da situação jurídica do ex-presidente.
Após o procedimento, o cardiologista Brasil Ramos Caiado afirmou que as crises de soluço têm provocado fadiga intensa e comprometido o descanso de Bolsonaro. Segundo o médico, o quadro está associado a uma esofagite grave, além de gastrite e refluxo gastroesofágico.
Inicialmente, a estratégia da equipe de saúde era controlar os sintomas por meio de tratamento clínico, com uso de medicamentos e ajustes na dieta, buscando evitar intervenções invasivas, especialmente devido à idade do paciente, que tem 70 anos.
Até o momento, não foi divulgado um novo boletim médico detalhando oficialmente os motivos e os resultados do procedimento realizado neste sábado.







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