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Banco Central reforça fiscalização e revisa regras internas após caso Master

O Banco Central do Brasil (BC) decidiu ampliar sua estrutura de fiscalização e revisar diretrizes internas de integridade após os desdobramentos do chamado caso Master. A iniciativa busca fortalecer o monitoramento de instituições financeiras e aprimorar a governança do órgão.

Como parte das ações, cerca de 25% dos aprovados no último concurso público foram direcionados para áreas ligadas à diretoria de Fiscalização, comandada por Ailton de Aquino. Ao todo, 41 novos servidores foram alocados em departamentos estratégicos, como supervisão bancária, monitoramento do sistema financeiro e supervisão de cooperativas e instituições não bancárias.

O departamento de Supervisão Bancária, que esteve no centro das investigações envolvendo o caso Master, recebeu reforço direto de novos funcionários. A recomposição da equipe ocorre após saídas registradas no fim de 2025, motivadas por aposentadorias e transferências internas.

Além disso, o BC está finalizando a atualização do seu plano de integridade, documento que orienta a conduta dos servidores. A expectativa é que as novas diretrizes sejam divulgadas até o fim de maio. Embora revisões desse tipo sejam periódicas, o tema ganhou maior relevância após suspeitas de irregularidades envolvendo ex-integrantes da instituição.

As investigações envolvem os ex-gestores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que teriam mantido relação indevida com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso é apurado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e também na esfera criminal.

Paralelamente ao reforço de pessoal, o BC discute mudanças na governança interna, como a possível limitação de tempo em cargos de chefia e a implementação de rodízio entre servidores responsáveis pela supervisão de instituições financeiras. As medidas buscam reduzir o chamado “risco de captura”, quando reguladores desenvolvem proximidade excessiva com empresas supervisionadas.

Outra área que recebeu atenção foi a de supervisão de conduta, vinculada à diretoria liderada por Izabela Correa, que também ganhou novos integrantes.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição passou por um momento difícil diante das denúncias, mas destacou a necessidade de aprimorar mecanismos internos, mesmo diante de limitações estruturais.

O BC também defende, no Congresso, propostas para fortalecer sua atuação, como projetos que tratam da resolução bancária e da ampliação da autonomia financeira da autarquia.

As medidas adotadas fazem parte de um esforço mais amplo para reforçar a credibilidade da instituição e evitar falhas na supervisão do sistema financeiro nacional.

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