Aurelino dos Santos, ícone das artes plásticas da Bahia, morre aos 83 anos
- Adilson Silva

- há 2 horas
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O artista plástico Aurelino dos Santos, um dos nomes mais singulares da arte baiana, faleceu na noite da última sexta-feira (23), aos 83 anos, em decorrência de insuficiência respiratória. A morte foi confirmada pela Galeria Ernesto Bitencourt, responsável por representar o artista. O sepultamento aconteceu neste sábado (24), no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador.

Natural da capital baiana, onde nasceu em 16 de junho de 1942, Aurelino construiu sua trajetória artística de forma autodidata. Não alfabetizado — sabia apenas assinar o próprio nome —, teve uma vida marcada por desafios antes de se dedicar integralmente à arte, incluindo um período em que trabalhou como cobrador de ônibus.
Diagnosticado com esquizofrenia, encontrou na criação artística um meio de expressão sensível e potente. Sua obra é reconhecida pelo uso marcante de cores vibrantes, formas geométricas e composições abertas a diferentes interpretações. Embora frequentemente associada ao abstracionismo, sua produção dialoga com múltiplas leituras visuais e simbólicas.
Ao longo da carreira, Aurelino recebeu influências importantes, como as do escultor Agnaldo Manoel dos Santos e da arquiteta Lina Bo Bardi. Além da pintura, também se dedicou à produção de tapeçarias.
Seu trabalho ultrapassou fronteiras e integrou exposições no Brasil e no exterior, com passagens por cidades como São Paulo, Paris, Madri e Valência, consolidando seu reconhecimento internacional e reafirmando sua relevância como um dos grandes nomes da arte contemporânea baiana.







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