Após rejeição no Senado, Messias publica versículo bíblico nas redes sociais
- Adilson Silva

- 30 de abr.
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Um dia após ter seu nome recusado pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, recorreu às redes sociais nesta quinta-feira (30) para compartilhar uma mensagem de fé.

Na publicação, ele citou um trecho da Bíblia que fala sobre confiança diante de adversidades: “Deitei-me e dormi; acordei em segurança, pois o Senhor me guardava. Não tenho medo de dez mil inimigos que me cercam de todos os lados” (Salmos 3:5-6).
A manifestação ocorreu após a votação que barrou sua indicação à Suprema Corte. Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, número insuficiente para alcançar os 41 apoios necessários à aprovação. A indicação havia sido feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A rejeição representa um episódio raro na política brasileira e foi articulada dentro do próprio Senado, com forte atuação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O resultado impôs uma derrota significativa ao governo federal.
Durante a sabatina, Messias buscou aproximar-se de parlamentares mais conservadores, destacando sua fé evangélica e defendendo uma postura de maior autocontenção por parte do Judiciário. Apesar disso, não conseguiu reunir apoio suficiente.
Nos bastidores, o cenário foi marcado por tensões entre o Congresso e o Palácio do Planalto, além de um ambiente político influenciado pelo fortalecimento de grupos de direita em ano eleitoral.
Após o resultado, Messias afirmou que encara a decisão com serenidade, apesar da frustração. “Não é fácil passar por uma rejeição, mas respeito a soberania do Senado. Entendo que minha trajetória está nas mãos de Deus e que tudo faz parte de um propósito”, declarou.
Enquanto a votação ocorria, ele acompanhava o processo em um gabinete no Senado, ao lado de familiares e aliados próximos. Ao fim da apuração, recebeu apoio da esposa, Karina Messias.
Já entre integrantes do governo, o clima foi de apreensão. Aliados passaram a analisar as razões da derrota e apontaram possíveis divergências dentro de partidos da base, como MDB e PSD. Também houve menções a articulações políticas envolvendo lideranças do Senado e integrantes do Judiciário.







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