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Após 11 horas preso, ex-príncipe Andrew é liberado e segue sob investigação no caso Epstein

Rei Charles 3º afirma que “a lei deve seguir seu curso”; detenção ocorreu no dia em que ele completou 66 anos

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor foi detido nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em cargo público devido a seus vínculos com o financista americano Jeffrey Epstein. Após cerca de 11 horas sob custódia, ele foi liberado, mas continua formalmente sob investigação pelas autoridades britânicas.

A prisão representa o desdobramento mais grave até agora do escândalo Epstein envolvendo uma figura pública da família real britânica. Pela manhã, o Palácio de Buckingham confirmou a detenção. Em nota, o rei Charles III, irmão mais velho de Andrew, declarou ter recebido as notícias “com profunda preocupação” e afirmou que as acusações serão investigadas “de maneira apropriada”.

“As autoridades têm nosso apoio e cooperação plenos e incondicionais. Permitam-me afirmar com clareza: a lei deve seguir seu curso”, disse o monarca.

Investigação e suspeitas

Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, a polícia analisa denúncias de que Andrew teria compartilhado informações confidenciais do governo com Epstein durante o período em que atuou como enviado comercial do Reino Unido, entre 2001 e 2011. A função exigia sigilo absoluto sobre dados sensíveis relacionados a visitas oficiais e negociações estratégicas.

Relatórios e documentos recentes publicados por autoridades americanas teriam reforçado as suspeitas de que o então príncipe teria repassado informações relativas a oportunidades comerciais e investimentos estratégicos.

Durante a operação desta quinta-feira, agentes realizaram buscas na residência onde Andrew vive atualmente, na propriedade real de Sandringham, no leste da Inglaterra. A corporação confirmou que ele foi interrogado e liberado sob investigação, sem novas declarações no momento.

Crise ampliada na família real

O caso reacende a crise envolvendo a família real britânica. Andrew já havia sido destituído de seus títulos reais e afastado de funções oficiais após o agravamento das revelações ligadas a Epstein. Embora não exerça mais funções públicas, ele permanece na linha de sucessão ao trono.

Em 2022, Andrew fechou um acordo financeiro para encerrar um processo movido por Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando tinha 17 anos. Ele sempre negou as acusações e afirmou se arrepender da amizade com Epstein.

O escândalo ganhou nova dimensão após a divulgação de fotos e documentos adicionais relacionados ao caso. Epstein morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento nos Estados Unidos.

Marco histórico

A prisão de Andrew também tem peso histórico. É a primeira vez em quase 400 anos que um membro direto da família real britânica é detido. O caso mais recente semelhante ocorreu em 1647, quando Charles I of England foi preso durante a Guerra Civil Inglesa e posteriormente executado.

Caso a investigação resulte em acusação formal por má conduta em cargo público, o processo deverá ser julgado em um Crown Court, que trata de crimes graves, podendo resultar em penas severas.

A apuração segue em curso, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades nas próximas semanas.

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