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Apoio de Mendonça deixa de favorecer e passa a pesar contra indicação de Messias ao STF

Antes visto como um ponto positivo na tentativa de chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), o apoio do ministro André Mendonça acabou sendo interpretado como um fator que prejudicou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias. A avaliação é compartilhada por integrantes do Senado e aliados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mendonça é responsável pela relatoria de investigações relacionadas ao Banco Master, que envolvem figuras políticas influentes e geram desconforto em diferentes setores. Nos bastidores, a leitura é de que a proximidade entre ele e Messias indicava um possível alinhamento no STF, especialmente no avanço dessas apurações, o que teria causado resistência entre parlamentares.

Um dos focos das investigações envolve recursos aplicados pela Amapá Previdência (Amprev) no banco. O caso ganhou ainda mais relevância após operações da Polícia Federal atingirem nomes ligados à gestão do fundo, incluindo indicações políticas.

A indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada pelo Senado no dia 29 de abril, em uma votação considerada expressiva: foram 34 votos favoráveis e 42 contrários, número insuficiente para alcançar o mínimo necessário de aprovação.

Nos bastidores, há a percepção de que a articulação contrária à indicação foi ampla e envolveu diferentes grupos políticos. Pessoas próximas ao governo apontam que a possível chegada de Messias ao STF poderia alterar o equilíbrio interno da Corte, além de lembrar que ele já divergiu de ministros influentes em decisões anteriores.

Durante a sabatina, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que havia movimentações dentro do próprio tribunal contra a indicação. Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), destacou que o apoio de lideranças religiosas também não foi suficiente para garantir votos favoráveis.

Outro elemento citado por parlamentares foi a atuação direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que teria trabalhado nos bastidores contra a aprovação. A relação anterior entre Alcolumbre e Mendonça, marcada por impasses durante uma indicação ao STF em 2021, também foi lembrada como possível fator de influência.

No fim, o cenário evidenciou que o apoio de Mendonça não conseguiu consolidar respaldo político suficiente, nem entre senadores da oposição nem dentro de grupos que, em tese, poderiam ser aliados.

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