Angelo Coronel deve migrar para o União Brasil após resistência de Republicanos e PSDB
- Adilson Silva

- 12 de fev.
- 2 min de leitura
O senador Angelo Coronel (PSD), que já selou apoio à pré-candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia, caminha para se filiar ao União Brasil para disputar a reeleição ao Senado na mesma chapa do ex-prefeito de Salvador.

A definição partidária ainda não foi oficializada, mas o cenário ficou mais restrito após o Republicanos e o PSDB sinalizarem resistência ao ingresso do parlamentar em seus quadros — duas das principais legendas que compõem a base de sustentação do grupo liderado por Neto.
No PSDB, lideranças avaliam que a possível filiação do deputado federal Diogo Coronel (PSD), filho do senador, poderia impactar diretamente a disputa por vagas na Câmara dos Deputados. O receio envolve a reeleição de Adolfo Viana e os planos de candidatura do filho do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz.
Já no Republicanos, a objeção teria caráter estratégico. O partido trabalha para emplacar um nome próprio na chapa majoritária — seja o deputado federal Márcio Marinho, presidente estadual da legenda, ou o ex-deputado Marcelo Nilo. Integrantes da sigla entendem que a entrada de Coronel poderia enfraquecer esse projeto.
Além disso, dirigentes do Republicanos têm reforçado o discurso de que a legenda não aceitará atuar como “barriga de aluguel” em arranjos eleitorais. Nos bastidores, há o entendimento de que a família Coronel não mantém vínculos orgânicos com a base tradicional do partido.
Relatos apontam que o tema provocou debates acalorados na executiva estadual da sigla nesta semana, inclusive com discussões sobre a estratégia de fechar o partido para novas filiações enquanto negocia espaço na composição da chapa de Neto.
Durante as conversas internas, também surgiram críticas ao prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, cotado para ocupar a vaga de vice na chapa majoritária. Integrantes do Republicanos teriam questionado o cumprimento de compromissos assumidos pelo gestor municipal na última campanha.
Com as portas parcialmente fechadas em outras legendas, o caminho mais viável para Angelo Coronel tende a ser o União Brasil, o que consolidaria sua presença formal no mesmo partido de ACM Neto e reforçaria o desenho da chapa oposicionista para 2026.
Se quiser, posso transformar em uma versão mais analítica, explorando o impacto político da migração de Coronel no tabuleiro eleitoral da Bahia.







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