André Mendonça sinaliza resistência em homologar delação de Daniel Vorcaro
- Adilson Silva

- há 13 horas
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O ministro André Mendonça teria indicado a interlocutores próximos que não pretende homologar, neste momento, a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro.

Segundo informações de bastidores, o magistrado considera que o material entregue pelo ex-banqueiro apresenta omissões e não detalha suficientemente a participação de agentes políticos investigados no caso.
Os anexos da colaboração foram encaminhados às autoridades na quarta-feira (6). No entanto, a avaliação dentro do Supremo Tribunal Federal é de que as informações fornecidas até agora não acrescentam elementos relevantes às provas já reunidas pela Polícia Federal.
A operação autorizada por Mendonça nesta quinta-feira (7), que teve entre os alvos o senador Ciro Nogueira, é vista por investigadores como demonstração de que a PF já possui elementos suficientes para aprofundar as apurações sem depender diretamente da colaboração de Vorcaro.
Caso a delação não avance, o empresário pode permanecer preso por mais tempo. O ministro também analisa um pedido da Polícia Federal para transferi-lo novamente ao Complexo da Papuda, em Brasília, deixando a Superintendência da PF, onde atualmente está detido.
A defesa de Vorcaro ainda poderá recorrer à Segunda Turma do STF caso haja rejeição formal do acordo. Entretanto, não existe prazo definido para que Mendonça tome uma decisão sobre a homologação.
Nos bastidores, há expectativa de que o ex-banqueiro apresente informações mais detalhadas sobre sua relação com figuras políticas influentes, entre elas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Em relação a Ciro Nogueira, investigadores avaliam que os relatos apresentados por Vorcaro ficaram abaixo do esperado e não alcançaram o nível de detalhes já obtidos pela Polícia Federal ao longo da investigação.
Entre as suspeitas apuradas pela PF está a existência de pagamentos mensais destinados ao senador, supostamente operacionalizados por Felipe Vorcaro, primo do banqueiro. Os valores investigados teriam começado em R$ 300 mil e posteriormente chegado a R$ 500 mil mensais.







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