Alexandre Padilha rebate politização sobre suspensão de produtos da Ypê
- Adilson Silva

- há 11 horas
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou nesta segunda-feira (11) a politização envolvendo a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de suspender lotes de produtos da Ypê.

Segundo Padilha, a medida adotada pela agência teve caráter exclusivamente técnico e contou com participação de órgãos ligados ao governo de São Paulo, administrado por Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro também destacou que o diretor da Anvisa responsável pela área que determinou a suspensão, Daniel Meirelles, foi indicado durante a gestão Bolsonaro.
A decisão da Anvisa, anunciada no último dia 7, determinou o recolhimento de detergentes, desinfetantes e sabões líquidos produzidos na fábrica da empresa em Amparo, no interior paulista, especificamente os lotes com numeração final 1. A produção desses itens também foi suspensa temporariamente.
Após a medida, apoiadores de Bolsonaro iniciaram mobilização nas redes sociais em defesa da empresa, alegando perseguição política. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a publicar foto utilizando um produto da marca. O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, também saiu em defesa da companhia.
Padilha afirmou que a fiscalização envolveu técnicos da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo, após identificação de possíveis riscos sanitários.
Segundo o ministro, a própria empresa teria identificado anteriormente a presença de bactéria em um dos lotes produzidos, o que motivou maior atenção dos órgãos fiscalizadores.
A Ypê recorreu da decisão e conseguiu efeito suspensivo temporário para continuar fabricando e comercializando os produtos questionados até nova análise da diretoria colegiada da Anvisa, prevista para esta semana.
Em nota, a empresa afirmou que não foi identificada contaminação nos produtos e declarou possuir rígidos controles de qualidade. A companhia também informou que as imagens de corrosão divulgadas em relatório da fiscalização mostram áreas sem contato direto com os itens produzidos.
Durante a entrevista, Padilha ainda fez críticas à disseminação de conteúdos nas redes sociais minimizando a situação e pediu cautela à população até a conclusão definitiva da análise sanitária.







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