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Zema critica STF, descarta alianças e mantém ataques a Flávio Bolsonaro

Pré-candidato do Novo reafirma candidatura ao Planalto, rejeita compor chapa com adversários e promete reforma do Judiciário caso seja eleito

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema voltou a fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro e ao Supremo Tribunal Federal durante entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo. Pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Zema afirmou que manterá sua candidatura e descartou qualquer possibilidade de integrar uma chapa como vice.

Ao comentar as divergências com Flávio Bolsonaro, o ex-governador reiterou críticas à aproximação do senador com o empresário Daniel Vorcaro. Segundo ele, sua posição permanece inalterada e está alinhada ao discurso de combate à corrupção defendido pelo Novo.

Apesar das especulações sobre possíveis dificuldades para ter sua candidatura confirmada na convenção partidária, Zema afirmou estar tranquilo e garantiu que seguirá na disputa presidencial. Ele também descartou composições tanto com Flávio Bolsonaro quanto com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, acrescentando que pretende anunciar em breve o nome de seu candidato a vice-presidente.

Privatizações e corte de gastos

Durante a entrevista, Zema voltou a defender uma agenda econômica baseada na redução de despesas públicas, diminuição da carga tributária e privatizações.

Entre as propostas apresentadas, destacou a intenção de privatizar a Petrobras por meio da divisão da companhia em diferentes empresas para estimular a concorrência no setor. Segundo ele, um eventual aumento internacional do preço do petróleo poderia ser compensado por um fundo específico, financiado a partir de uma política de maior disciplina fiscal.

O ex-governador também afirmou que pretende promover uma redução gradual dos impostos e revisar benefícios tributários concedidos a determinados setores da economia, com o objetivo de tornar o Estado mais eficiente.

Críticas ao Bolsa Família e ao STF

Na área social, Zema voltou a criticar o Programa Bolsa Família. Segundo ele, sua proposta prevê o pagamento de um incentivo financeiro para beneficiários que deixarem o programa após ingressarem no mercado formal de trabalho.

Ao abordar o Poder Judiciário, o pré-candidato afirmou que pretende defender mudanças estruturais no STF caso seja eleito presidente. Durante a entrevista, fez duras críticas ao funcionamento da Corte e declarou que considera necessária uma reforma no tribunal.

Por fim, Zema voltou a afirmar que acredita em crescimento nas pesquisas eleitorais ao longo da campanha, citando sua experiência nas eleições para o governo de Minas Gerais em 2018, quando, segundo ele, a virada ocorreu na reta final da disputa.

 
 
 

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