Wagner não faz mais questão de esconder quem manda e quem obedece no Governo da Bahia
- Adilson Silva

- há 24 horas
- 2 min de leitura
O senador Jaques Wagner (PT) deixou claro, nesta quinta-feira (20), o peso que exerce sobre o grupo governista ao anunciar, em entrevista a uma rádio do interior, a chapa completa para a sucessão estadual de 2026.

A declaração foi feita enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) está no exterior, em viagem ao lado do presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT).
O gesto foi interpretado nos bastidores como um recado direto sobre quem conduz a articulação política do governo baiano. Durante o Carnaval, Jerônimo havia afirmado publicamente que ninguém estava autorizado a falar em seu nome sobre a composição da chapa, após declarações do secretário de Relações Institucionais, Adolfo Loyola, sobre prazos para definição dos nomes.
Movimento em meio a articulações
O anúncio de Wagner ocorre também em meio às especulações sobre uma possível aproximação do prefeito de Feira de Santana, Jose Ronaldo (União Brasil), com o governo estadual. O nome do gestor feirense chegou a ser ventilado como eventual vice na chapa governista — movimento visto por aliados da oposição como improvável, dada sua ligação com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, pré-candidato ao governo.
Nos bastidores, a leitura predominante é de que Wagner consolida, mais uma vez, sua posição como principal articulador político do grupo que governa a Bahia desde 2007. Quadros ligados ao senador ocupam postos estratégicos na administração estadual, enquanto aliados do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do próprio governador aparecem com menor protagonismo.
Impacto político
A atitude do senador é vista por interlocutores como uma demonstração pública de força, ainda que possa reforçar críticas da oposição de que Jerônimo teria pouca autonomia política. Recentemente, o próprio Wagner admitiu que houve discussões internas sobre a possibilidade de substituição do atual governador por Rui Costa como candidato à reeleição — hipótese que evidenciou tensões no núcleo governista.
Ao antecipar o anúncio da chapa e assumir o protagonismo da articulação, Wagner sinaliza que o processo sucessório já está em curso e que sua influência permanece central no comando político do estado.







Comentários