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Vereador de Santo Estêvão é preso em megaoperação contra esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Um dos nomes mais comentados nas últimas 24 horas na política baiana é o do vereador Ailton Leal (PT), de Santo Estêvão, município localizado na região do Portal do Sertão. O parlamentar foi preso na última quarta-feira (24) durante a Operação Anátema, deflagrada pela Polícia Civil com apoio de diferentes órgãos estaduais e federais. A ação investiga uma poderosa organização criminosa acusada de envolvimento com o tráfico de drogas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em larga escala.


Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

De acordo com as apurações, Ailton Leal, de 45 anos, teria ligação direta com atividades ilícitas por meio da administração de um posto de combustíveis na cidade. Segundo os investigadores, o estabelecimento funcionava como uma das principais frentes de lavagem de capitais do grupo criminoso. O posto foi interditado, multado e, durante a operação, foram apreendidos quase R$ 18 mil em dinheiro vivo, além de cheques, contratos e documentos considerados relevantes para a investigação.

O vereador, que está em seu segundo mandato consecutivo após ser eleito pela primeira vez em 2020, também é conhecido na cidade por sua atuação no esporte. Em suas redes sociais, ele se apresenta como professor de educação física e já ocupou a presidência da Liga Desportiva Santoestevense. No entanto, sua vida política agora se vê fortemente abalada pelas graves acusações que recaem sobre seu nome.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades é o fato de Ailton ser irmão de um traficante morto em confronto com a polícia em 2017, o que, segundo os investigadores, reforça a hipótese de que a família mantinha vínculos antigos com o crime organizado. A Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz) também apontou indícios consistentes de sonegação fiscal por parte do parlamentar e das empresas a ele relacionadas.

Além de Leal, a Operação Anátema mirou outros alvos políticos. Em Jaguarari, cidade no Piemonte Norte do Itapicuru, um outro vereador – cujo nome não foi divulgado – teve sua residência e gabinete vasculhados. Na ocasião, foram apreendidos celulares e documentos que agora passam por perícia.

As investigações tiveram início em 2023 e, segundo a Polícia Civil, já revelaram um esquema financeiro bilionário. A organização criminosa movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões por meio de contas bancárias de laranjas e empresas de fachada, numa complexa rede que atravessava vários estados do país.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção (Draco) e contou com apoio de equipes policiais de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. O saldo da ação foi expressivo: sete mandados de prisão temporária cumpridos, além de três flagrantes. Entre os materiais apreendidos, estão cinco armas de fogo, uma arma artesanal, dez automóveis, duas motocicletas, joias, eletrônicos e mais de R$ 20 mil em espécie.

Com a prisão do vereador, a Câmara Municipal de Santo Estêvão deve enfrentar um novo desafio político. A expectativa é de que a Justiça decida, nos próximos dias, se ele permanecerá detido ou responderá em liberdade. Enquanto isso, a população acompanha com apreensão os desdobramentos de um dos maiores escândalos já registrados na história política recente da região.

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