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Trump "queima" 381 livros sobre feminismo, racismo e holocausto nos EUA


Desde que Donald Trump chegou ao poder, elementos distópicos semelhantes aos do clássico Fahrenheit 451 têm se materializado. A obra, que critica o autoritarismo, a alienação e a supressão do conhecimento, parece ecoar em ações recentes do governo republicano.


Prova disso é a ordem para retirar 381 livros da biblioteca da Academia Naval dos EUA, em mais uma medida que silencia discussões sobre justiça social e diversidade.


A decisão partiu do gabinete de Pete Hegseth, aliado de Trump, e faz parte de um esforço para eliminar das forças armadas referências a temas como equidade de gênero, racismo estrutural e memória histórica.


Entre os livros banidos estão obras fundamentais sobre o Holocausto, a participação de afro-americanos na Segunda Guerra Mundial e a luta por direitos civis.

Autores consagrados, como Maya Angelou, tiveram suas obras removidas. Sua autobiografia Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola, um marco da literatura afro-americana, foi incluída na lista de censura.


Também foram excluídos livros que discutem sexualidade, violência racial, a história da Ku Klux Klan e a realidade das mulheres em sociedades islâmicas.


Na última sexta-feira (5), a Marinha divulgou a lista dos títulos eliminados, resultado de uma busca por palavras-chave na biblioteca Nimitz. Dos cerca de 900 livros identificados, quase 400 foram banidos.


Esta ação se soma a uma série de medidas do governo Trump para suprimir conteúdos considerados "ideológicos" em escolas públicas, plataformas governamentais e agora em instituições militares.

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