Tensões entre EUA e Irã crescem, governo Lula enfrenta queda de popularidade e cenário político se intensifica
- Adilson Silva

- 12 de abr.
- 3 min de leitura
O cenário político global e nacional neste domingo (12) é marcado por aumento das tensões internacionais, medidas econômicas no Brasil e movimentações importantes de olho nas eleições de 2026.

No exterior, a crise entre Donald Trump e o Irã ganhou novos capítulos após o fracasso das negociações de paz realizadas em Islamabad. Após mais de 20 horas de conversas, o vice-presidente J. D. Vance afirmou que os iranianos rejeitaram a proposta final apresentada por Washington.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, declarou que os Estados Unidos não conseguiram conquistar a confiança de Teerã, responsabilizando o país pelo impasse.
A tensão se agravou ainda mais após Trump anunciar a possibilidade de bloqueio do Estreito de Hormuz, uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo, acusando o Irã de promover “extorsão global”. A medida eleva o risco de escalada militar e pode impactar diretamente a economia mundial, sobretudo no preço dos combustíveis.
Economia: governo propõe uso do FGTS para quitar dívidas
No Brasil, o foco está nas medidas para conter o endividamento das famílias. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo estuda permitir o saque de até 20% do saldo do FGTS para pagamento de dívidas.
A proposta deve beneficiar trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos e pode liberar cerca de R$ 7 bilhões na economia. Além disso, o pacote prevê renegociação com descontos que podem chegar a 90% do valor devido, com apoio de garantias públicas para reduzir juros.
O programa também inclui linhas de crédito específicas para caminhoneiros, motoristas de aplicativo e taxistas, com o objetivo de ampliar o acesso a financiamento com taxas mais baixas.
Popularidade de Lula recua, aponta Datafolha
Em meio às ações econômicas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta queda na avaliação popular.
Segundo pesquisa do Datafolha, 40% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 29% avaliam como ótima ou boa. A reprovação chegou a 51%, indicando uma tendência de desgaste, especialmente entre eleitores de classe média e maior renda.
Entre os fatores apontados para a queda estão o alto endividamento das famílias, juros elevados e impactos indiretos do cenário internacional.
Justiça: PF mantém conclusão favorável a Bolsonaro
Na esfera judicial, a Polícia Federal reafirmou, pela segunda vez, que não há provas de interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação.
O caso havia sido reaberto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e agora será analisado pela Procuradoria-Geral da República, que decidirá se pede o arquivamento definitivo ou novas diligências.
STJ deve endurecer análise em caso de assédio
No Superior Tribunal de Justiça, cresce a expectativa pela abertura de processo disciplinar contra o ministro Marco Aurélio Buzzi, alvo de denúncias de assédio.
A tendência é que a corte adote critérios mais rigorosos, seguindo decisões recentes do Conselho Nacional de Justiça, que têm valorizado o relato das vítimas e aplicado a perspectiva de gênero nos julgamentos.
Eleições 2026: prazos e articulações políticas
Com o calendário eleitoral em andamento, os eleitores têm até o dia 6 de maio para regularizar o título. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Nos bastidores, o influenciador Pablo Marçal declarou que pretende atuar como “escudeiro” do senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, intensificando o discurso de polarização.
Na Bahia, o porta-voz da Rede, Marcelo Carvalho, surge como possível candidato ao Senado, defendendo renovação política e maior inclusão social.
Eleição histórica na Hungria
Na Europa, a Hungria registrou comparecimento recorde às urnas em eleição parlamentar que pode definir o futuro do primeiro-ministro Viktor Orbán.
O alto engajamento do eleitorado é visto como um indicativo de crescimento da oposição liderada por Péter Magyar, em meio a críticas à economia e denúncias de corrupção.
Ex-modelo brasileira ameaça expor Trump
Outro caso que ganhou repercussão envolve a brasileira Amanda Ungaro, que afirmou ter informações comprometedoras sobre Donald Trump e Melania Trump.
A ex-modelo diz ter tido contato com o financista Jeffrey Epstein e trava uma disputa judicial envolvendo seu ex-companheiro, o empresário Paolo Zampolli.
Cenário de incertezas
O conjunto de acontecimentos aponta para um cenário de incerteza tanto no Brasil quanto no exterior. Enquanto a tensão entre EUA e Irã ameaça a estabilidade global, o governo brasileiro tenta equilibrar medidas econômicas com a pressão política de um ano eleitoral que já começou a se desenhar de forma intensa.








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