STF já desembolsou mais de R$ 1 milhão com área exclusiva no aeroporto de Brasília desde 2023
- Adilson Silva

- 12 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Desde o início de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) já gastou aproximadamente R$ 1,1 milhão para manter uma área restrita no Aeroporto Internacional de Brasília destinada ao embarque e desembarque de ministros. O espaço, em funcionamento desde pelo menos 2017, permite que autoridades acessem voos sem passar pelas áreas comuns do terminal.

Segundo registros, o serviço, que custa cerca de R$ 35 mil por mês, é compartilhado por ministros de outros tribunais superiores, governadores e autoridades diversas. Apenas em 2023, a despesa foi de R$ 439,2 mil; em 2024, chegou a R$ 403 mil; e, até agosto de 2025, soma R$ 290,3 mil.
Apesar de não oferecer serviços típicos de salas VIP, como alimentação ou comodidades adicionais, o STF argumenta que o espaço é uma medida de segurança para os 11 ministros.
A revelação ocorre no momento em que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) é alvo de críticas por planejar a reforma de uma nova sala exclusiva no mesmo aeroporto, ao custo de R$ 1,5 milhão nos próximos dois anos. O valor inclui funcionário de apoio e transporte até as aeronaves, com autorização para uso inclusive em viagens pessoais.
O projeto do TST gerou reação política. O Partido Novo acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do contrato, enquanto o deputado estadual Guto Zacarias (União-SP), do MBL, recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ambos argumentam que o gasto é incompatível com o cenário econômico e reforça privilégios injustificáveis.
O Ministério Público junto ao TCU também solicitou auditoria sobre o contrato do TST, apontando que o custo é elevado para beneficiar apenas 27 ministros.
O STF, em nota, reforçou que o espaço utilizado por seus ministros não se trata de uma sala VIP, mas de um ponto de apoio com acesso controlado, exclusivamente para garantir segurança no deslocamento das autoridades.







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