STF e PF ampliam apurações sobre recursos destinados ao filme "Dark Horse"
- Adilson Silva

- 2 de jul.
- 2 min de leitura
O financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a ser alvo de novas frentes de investigação conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal.

Uma das apurações está sob relatoria do ministro André Mendonça, que solicitou à Procuradoria-Geral da República manifestação sobre uma notícia-crime que levanta suspeitas de que recursos destinados à produção cinematográfica possam ter sido utilizados para custear a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A análise da PGR servirá de base para que o STF decida se há elementos suficientes para instaurar um inquérito ou se o caso será arquivado.
Paralelamente, a Polícia Federal instaurou investigação para verificar possível direcionamento de emendas parlamentares a entidades ligadas ao projeto do filme. Esse procedimento tramita no STF sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
As investigações ganharam força após a divulgação, em maio, de gravações nas quais o senador Flávio Bolsonaro aparece buscando apoio financeiro para a produção de "Dark Horse". Conforme as informações divulgadas, parte dos recursos negociados teria sido destinada a um fundo sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos, onde Eduardo Bolsonaro reside atualmente.
A notícia-crime foi apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias, que pediu a inclusão dos fatos em investigações já existentes. Inicialmente distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, o processo foi posteriormente redistribuído por decisão do presidente do STF, Edson Fachin, para André Mendonça, em razão da conexão com outra investigação envolvendo o Banco Master.
Outra frente de apuração envolve o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas pelo deputado Mário Frias a uma organização vinculada à empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora do filme. Oficialmente, os recursos teriam como finalidade o financiamento de projetos sociais.
O pedido de investigação foi apresentado pela deputada Tabata Amaral, que apontou possíveis vínculos entre empresas ligadas à produtora e o financiamento da obra cinematográfica. O ministro Flávio Dino determinou grau 3 de sigilo para o procedimento, restringindo o acesso às partes envolvidas e ao relator.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (1º), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, confirmou que o inquérito foi instaurado na última sexta-feira (26), após autorização do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, as investigações seguem em andamento e não há conclusão sobre a existência de irregularidades.








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