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Saiba como Zambelli quer usar Lei Magnitsky contra Moraes na Itália

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Através de sua defesa, a deputada federal Carla Zambelli está buscando formas de se beneficiar da Lei Magnitsky, nos Estados Unidos, para tentar driblar a própria extradição da Itália. A bolsonarista foi condenada no Supremo Tribunal Federal (STF) após ter invadido os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


De acordo com o G1, integrantes do Partido Liberal (PL) afirmam que a estratégia da deputada é alegar à Justiça italiana que sua condenação no Brasil foi conduzida por um juiz que foi enquadrado na lei Magnitsky.


A intenção é alegar que houve perseguição política e buscar meios de tentar cumprir a pena na Itália, onde está presa. O plano ganhou ainda mais possibilidade após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionar o ministro Alexandre de Moraes, que está na condução do caso.


O ministro foi incluído na lei após articulação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como forma de retaliação ao magistrado, que está à frente do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela tentativa de golpe de Estado.


Além disso, o ministro do STF, Gilmar Mendes, determinou na última semana que a Advocacia-Geral da União inclua no pedido de extradição da deputada o caso da perseguição armada praticada pela parlamentar nas ruas às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.


No partido de Zambelli, o PL, é avaliado internamente que a deputada não tem mais saída nem na Câmara e nem no Judiciário. Parte da bancada já considera o caso como encerrado.

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