Rodrigo Pacheco desiste de disputar governo de Minas e anuncia saída da política
- Adilson Silva

- 29 de mai.
- 2 min de leitura
O senador Rodrigo Pacheco afirmou nesta sexta-feira (29) que não será candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano e anunciou que pretende deixar a vida pública ao fim do atual mandato, em janeiro.

A declaração foi feita após um encontro com empresários em São Paulo. Segundo o parlamentar, a decisão representa o encerramento de um ciclo na trajetória política.
“Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com sentimento de dever cumprido”, declarou.
Pacheco também negou qualquer expectativa de assumir uma vaga em tribunais superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal. Nos últimos meses, o nome do senador chegou a ser citado nos bastidores políticos como possível indicação para a Corte.
O anúncio confirma conversas anteriores do senador com lideranças do PT e aliados do governo federal sobre a sucessão mineira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendia a candidatura de Pacheco ao governo estadual, considerado estratégico politicamente.
Nos bastidores de Brasília, o senador também esteve no centro das articulações envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a indicação de nomes ao STF.
A disputa ganhou força após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo, em abril. O episódio foi considerado histórico por ter marcado a primeira rejeição de um indicado ao STF em mais de um século.
Durante a entrevista, Pacheco afirmou que respeita a decisão do Senado sobre o caso e defendeu a reconstrução da relação entre Lula e Alcolumbre.
O senador mineiro presidiu o Senado Federal entre 2021 e 2025, período em que comandou a Casa durante os governos de Jair Bolsonaro e Lula.
Ao comentar a sucessão em Minas Gerais, Pacheco afirmou que o campo político alinhado ao governo federal possui outros nomes preparados para disputar o Executivo estadual, citando o empresário Josué Gomes e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares como possíveis alternativas.







Comentários