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Restrições migratórias dos EUA afetam torcedores, atletas e árbitros às vésperas da Copa do Mundo

9 de jun.
2 min de leitura

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos têm ampliado o rigor nos controles migratórios, afetando torcedores, atletas, dirigentes e até árbitros ligados à competição. As medidas, associadas à política de imigração do governo do presidente Donald Trump, vêm provocando críticas e preocupação entre delegações e entidades de direitos humanos.

Entre os casos mais recentes está o da seleção do Irã. A federação iraniana informou que perdeu o direito de distribuir sua cota de ingressos para os jogos da Copa, deixando torcedores que planejavam acompanhar a equipe sem acesso aos bilhetes reservados às federações nacionais.

Além disso, embora os jogadores tenham recebido autorização para entrar nos Estados Unidos, parte da delegação foi impedida de obter visto. Entre os nomes afetados está o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.

Outro episódio envolvendo a política migratória norte-americana atingiu o árbitro Omar Artan. Selecionado pela FIFA para atuar na competição, ele teve a entrada negada após passar mais de 11 horas sendo interrogado pelas autoridades migratórias. Caso participasse do torneio, Artan seria o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo.

Também foram registrados relatos envolvendo integrantes das seleções do Senegal, Uzbequistão e Iraque. Jogadores senegaleses foram submetidos a revistas rigorosas em aeroporto norte-americano, enquanto a delegação uzbeque passou por inspeções com cães farejadores e detectores de metais.

Já o atacante iraquiano Aymen Hussein enfrentou quase sete horas de interrogatório ao desembarcar em Chicago. Embora tenha sido liberado posteriormente, um fotógrafo da delegação teve a entrada no país negada.

A FIFA informou que não participa das decisões migratórias adotadas pelos países-sede e que a concessão de vistos é de responsabilidade exclusiva das autoridades nacionais.

O cenário tem aumentado as preocupações em torno da realização do torneio, que será sediado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá. Organizações de direitos humanos já alertaram para possíveis dificuldades enfrentadas por torcedores, jornalistas e integrantes de delegações estrangeiras durante o evento.

Na última semana, uma decisão judicial suspendeu parte das restrições migratórias que afetavam cidadãos de diversos países da África, Ásia, América Latina e Oriente Médio. O entendimento do juiz federal responsável pelo caso foi de que as medidas poderiam deixar milhares de pessoas em situação de insegurança jurídica e sem definição sobre seu direito de entrada nos Estados Unidos.

Apesar disso, os relatos recentes indicam que o endurecimento das fiscalizações continua gerando impactos para participantes e espectadores da Copa do Mundo de 2026.

 
 
 

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