Relator da CPI do Crime Organizado diz acreditar em possível prisão de ministros do STF
- Adilson Silva

- 16 de abr.
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que acredita na possibilidade de ministros do Supremo Tribunal Federal virem a ser presos no futuro. A declaração foi dada em entrevista e repercutiu no meio político nesta semana.
Segundo o parlamentar, a eventual responsabilização dependeria da atuação do Senado, e classificou como “covardia” não incluir pedidos de indiciamento no relatório final da comissão.

As falas ocorrem após o ministro Gilmar Mendes solicitar à Procuradoria-Geral da República a abertura de investigação para apurar possível abuso de autoridade por parte de Vieira. O pedido foi motivado pela inclusão, no relatório da CPI, de sugestões de indiciamento contra o próprio Gilmar, além dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e do procurador-geral Paulo Gonet.
O relatório elaborado por Alessandro Vieira acabou sendo rejeitado pela maioria dos integrantes da CPI. Ainda assim, o senador afirmou que a votação ocorreu sob pressão e reiterou que sua atuação foi baseada em fatos.
Entre os pontos levantados pelo relator está uma decisão de Gilmar Mendes que suspendeu medidas da CPI, como a quebra de sigilos de uma empresa ligada à família de Dias Toffoli. Para Vieira, esse episódio justificaria a inclusão do ministro entre os citados no relatório.
Gilmar Mendes, por sua vez, criticou a iniciativa e afirmou que houve exagero por parte do parlamentar ao envolver integrantes do STF. Ele também defendeu que o caso seja analisado à luz da legislação sobre abuso de autoridade.
As declarações intensificam o embate entre membros do Legislativo e do Judiciário, em meio a discussões sobre os limites de atuação de cada poder.








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